Arquivo para a categoria “Russia”
A Rússia deteve oito pessoas que sequestraram o Arctic Sea, o cargueiro que esteve desaparecido e foi encontrado ao largo de Cabo Verde. Os detidos são da Rússia, Estónia e Letónia, anunciou o ministro da Defesa russo, Anatoli Serdiukov.
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O ministro da Construção da Inguchétia, Ruslan Amirkhanov, foi assassinado por desconhecidos no seu gabinete de trabalho, informaram hoje os serviços de segurança daquela república do Cáucaso do Norte russo.
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O Centro de Coordenação e Salvamento Naval do Ministério dos Transportes da Rússia recebeu das autoridades portuguesas a informação de que o navio de carga Arctic Sea não se encontra nas suas águas territoriais.
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O Presidente russo, Dmitri Medvedev, prestou hoje homenagem à activista dos direitos humanos russa Natalia Estemirova, assassinada quarta-feira na Ingúchia, e assegurou que a sua morte não ficará impune.
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As autoridades sanitárias da Rússia confirmaram, esta segunda-feira, a existência de duas pessoas infectadas pela gripe A H1N1, anunciou Guennadi Onischenko, director dos Serviços Sanitários do país.
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O Presidente norte-americano, Barack Obama, considerou quinta-feira que esta é uma “excelente ocasião para partir do zero” nas relações com a Rússia, promovendo encontros entre líderes, como o que manteve com o ministro dos Negócios estrangeiros Sergue Lavrov.
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A Rússia vai anunciar, amanhã, a expulsão da chefe do Gabinete de Informação da NATO em Moscovo e de um colaborador, como retaliação pela expulsão pela Aliança Atlântica de dois diplomatas russos, noticiou hoje a agência Interfax.
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A múmia de Lénine, que se encontra exposta ao público no mausoléu da Praça Vermelha da capital russa, não mudou de fato devido à crise económica, embora esteja a precisar disso há alguns anos, escreve hoje o diário Trud.
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Vladimir Putin e George W. Bush, reunidos pela última vez na qualidade de chefes de Estado, deram sinais de aproximação, mostrando-se dispostos a resolver a disputa gerada pela intenção norte-americana de instalar um sistema antimíssil no Leste da Europa.
Reunidos na residência de Verão do Presidente russo, em Sotchi, na costa do mar Negro, os dois dirigentes aprovaram uma “declaração de âmbito estratégico”, que dá conta da oposição do Kremlin ao projecto americano, ao mesmo tempo que considera “importantes e úteis” as garantias apresentadas por Washington.
Na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro, Putin disse estar “prudentemente optimista” sobre a possibilidade de um acordo, adiantando que a questão será uma das prioridades do seu sucessor, Dmitri Medvedev, que assume funções dentro de um mês. “Penso que [o acordo] é possível. O mais importante é continuarmos a trabalhar juntos”, afirmou.
Por seu lado, o Presidente norte-americano congratulou-se com o “avanço significativo” nesta questão – um termo que o seu homólogo russo considerou exagerado. “Estive muito envolvido neste dossier e sei como as coisas avançaram”, afirmou George W. Bush, apesar de admitir que os EUA “têm ainda muito a fazer para convencer os peritos [russos] que este sistema não será dirigido contra a Rússia”.
O plano de Washington para a instalação de radares de detecção na República Checa e baterias antimíssil na Polónia tem sido um dos principais pontos de fricção com Moscovo, que denuncia a corrida ao armamento dos EUA e a ameaça às suas fronteiras ocidentais. No entanto, Washington garante que a medida visa apenas proteger os EUA e os aliados europeus contra eventuais disparos feitos a Leste.
Depois da retórica mais inflamada ouvida no final do ano passado, nos últimos meses foram dados passos de aproximação e agora as duas partes admitem mesmo estudar uma via alternativa, que passa pela criação de um escudo antimíssil conjunto, “em que Rússia, EUA e Europa participem em partes iguais”
Agradecendo o convite que lhe foi feito por Putin para se deslocar a Sotchi, Bush fez ainda um elogio público do seu homólogo russo, afirmando que Putin é um “dirigente forte” que “não tem medo de dizer o que pensa”.
Fonte: Público
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Numa conferência de imprensa conjunta, no final da cimeira EUA/Rússia, Bush considerou que foi um avanço significativo, enquanto Putin disse estar “prudentemente optimista” sobre um acordo definitivo.
Na declaração conjunta, as duas partes dizem que os dois presidentes tomaram em consideração o facto da Rússia se ter sempre oposto a um chapéu-de-chuva anti-míssil, sublinhando no entanto que as posições dos Estados Unidos para a convencer foram “importantes e úteis”.
Moscovo não “está de acordo” com a instalação de um escudo de defesa anti-míssil na Polónia e na República Checa, diz o documento.
Este sistema previsto pelos EUA inclui uma bateria de 10 mísseis anti-mísseis na Polónia e um radar ultra-moderno na República Checa, e estaria operacional em 2011 ou 2013.Este projecto é considerado uma ameaça por Moscovo aos seus interesses estratégicos.
Bush esteve reunido dois dias com Putin em Sotchi, na residência de férias deste no Mar Negro, depois de ter participado na cimeira da NATO em Bucareste.
Bush esperava um acordo mais substancial no fim da sua presidência, mas o acordo escrito em tons vagos não expressa realmente um entendimento.
Putin disse na conferência de imprensa: “Quero que isto seja percebido correctamente. Estrategicamente não há mudanças quanto à nossa atitude em relação aos planos dos Estados Unidos”. Mas “ao mesmo tempo há desenvolvimentos positivos. As nossas preocupações foram finalmente ouvidas pela parte norte-americana e eu estou cautelosamente optimista que havemos de chegar a um acordo”.
De qualquer modo Bush e Putin parecem ter um bom acordo a nível pessoal e na conferência de imprensa fizeram vários elogios mútuos no final da cimeira que marca o seu último encontro como chefes de Estado.
O presidente norte-americano também teve um encontro com Dmitry Medvedev, que toma posse como presidente da Rússia em 7 de Maio. “As minhas primeiras impressões são muito positivas. É um tipo esperto”, disse Bush.
Fonte: Sic
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“O tribunal considera-o inocente dos crimes de que foi acusado (…) e ordena a sua libertação imediata”, declarou o juiz-presidente holandês Alphons Orie, perante o aplauso de uma parte do público presente.
A mulher do arguido, Anita Haradinaj, reagiu com alegria por “tudo ter terminado bem”. “Sabíamos desde o princípio que era inocente porque, enquanto civil, teve de se defender do exército sérvio”, justificou.
Inconformado com o veredicto, o primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, disse que o TPI “troçou” das vítimas inocentes de Haradinaj.
O arguido enfrentava uma acusação de crimes de guerra e contra a humanidade decorrentes de perseguições, torturas, violações e homicídios de civis sérvios e de opositores à guerrilha albanesa do Exército de Libertação do Kosovo (U·K).
O procurador do TPI pedira 25 anos de prisão maior para o antigo primeiro-ministro albano-kosovar e mais dois sicários.
Actualmente, Haradinaj, 39 anos, é visto no Kosovo – que proclamou unilateralmente a independência da Sérvia a 17 de Fevereiro – como um herói nacional.
Um dos seus sicários, Idriz Balaj, 36 anos, apesar de também ilibado pelo TPI deverá cumprir no Kosovo uma pena por um crime anterior a este processo.
O juiz-presidente holandês Alphons Orie considerou “insuficientes” as provas apresentadas contra os arguidos por “conspiração criminosa” mas o outro sicário, Lahi Brahimi, 38 anos, chefe do campo de concentração de Jablanica (Oeste do Kosovo), foi condenado a seis anos de cadeia por ter infligido maus-tratos e torturas a prisioneiros não albano-kosovares.
Das 81 testemunhas arroladas no processo, pelos menos duas dezenas recusaram-se a depor alegando terem sido intimidadas por albano-kosovares e 34 tiverem de ser alvo de protecção especial.
Haradinaj, actualmente líder da Aliança para o Futuro do Kosovo (AAK), foi acusado pelo TPI em 2005, quando chefiava o executivo na província sérvia então sob administração da ONU (MINUK).
Fonte: Sic
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Numa intervenção perante a Duma de Estado da Rússia, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, afirmou que o alargamento da OTAN à Ucrânia e à Geórgia “não ficaria sem resposta”, mas adiantou que a reacção será “pragmática e não como a de um garoto amuado na escola, que se põe a chorar num canto”. Referindo-se particularmente à Geórgia, o ministro sublinhou que o ingresso deste país na OTAN mudaria radicalmente a situação na Abkhazia e na Ossétia do Sul, “onde a maioria da população é constituída por cidadãos da Federação da Rússia”. Lavrov considera “inadmissível” que a Geórgia queira entrar na OTAN para resolver os seus problemas com os territórios separatistas, dado que a população da Abkhazia e da Ossétia do Sul não aceitaria ser inserida na Aliança Atlântica. Lavrov afirmou que o seu ministério dava grande importância às posições da Duma de Estado relativas à regiões separatistas, sublinhando que “especial interesse desperta o apelo ao presidente e ao Governo para rever a questão de poder fazer sentido reconhecer a independência da Abkhazia e da Ossétia do Sul”. Entre os factores a ter em conta, o chefe da diplomacia russa sublinhou “a precedente do proclamação unilateral de independência do Kosovo”.
De acordo com uma sondagem do Centro Levada, mais de 60% dos russos consideram a entrada da Ucrânia e da Geórgia na OTAN uma ameaça à segurança do seu país, enquanto que cerca de 25% não vêem que daí possa resultar um perigo significativo.
Vladimir Putin vai estar presente em Bucareste, amanhã, para cimeira Rússia-OTAN, mas não deverá ser possível uma intervenção agressiva e polémica como a do ano passado em Munique. O formato do encontro não prevê um discurso em público do presidente russo, nem a sua participação na conferência de Imprensa final.
Fonte: Jornal de Notícias
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