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O ministro das Finanças do México, Agustin Carstens, disse neste domingo que o surto de gripe suína pode causar um grande impacto na economia do México, mas que ainda é muito cedo para avaliar a dimensão desses efeitos.

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O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, internou no sábado um homem com sintomas de gripe comum que veio do México, onde um surto de gripe suína já matou mais de 80 pessoas.

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Os surtos de gripe suína no México e nos Estados Unidos têm o potencial para causar uma pandemia mundial mas é cedo demais para afirmar se isso vai ocorrer, disse neste sábado a chefe da Organização Mundial da Saúde.

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CIDADE DE MÉXICO (Reuters) – O presidente mexicano, Felipe Calderón, afirmou neste domingo que o governo eliminará todos os impostos sobre a importação de milho, arroz, trigo e outros produtos para evitar um desabastecimento diante da crise mundial de alimentos.

Além disso, o México irá autorizar uma cota para importação de feijão, mas não especificou a quantidade, e vai buscar acordos com a indústria alimentícia para impedir altas desmedidas dos produtos básicos.

“Queremos que esses produtos básicos possam ser trazidos ao México desde qualquer parte do mundo ao melhor preço para os consumidores mexicanos”, disse Calderón em sua residência oficial Los Pinos, junto a parte de sua equipe.

O milho é a base da dieta dos mexiacnos e parte dos famosos tacos, quesadilhas e outros produtos feitos com tortilhas.

Os produtos básicos registram fortes altas há dois anos, mas principalmente nos últimos meses no mercado mundial, devido principalmente ao uso de grãos para produzir biocombustiveis e aos altos preços do petróleo.

Calderón também anunciou facilidades para a importação de fertilizantes, o que abrangerá cerca de 500.000 produtores.

Em um panorama para 10 anos sobre os cenários possíveis dos preços dos alimentos, que será publicado na próxima semana, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO, na sigla em inglês) disse que não vê um retorno aos níveis de preços antes da crise.

A expectativa é que os preços nominais dos cereais, do arroz e das oleaginosas serão uns 35 a 65 por cento superiores que a média dos últimos 10 anos, afirmou o documento.

Fonte: Reuters

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