Archive for the “Itália” Category


A decisão dos pescadores franceses deveu-se ao anúncio de ajudas de emergência por Paris.

Em Espanha, o apelo à greve lançado pela principal organização patronal da pesca, a Cepesca, está a ter um “grande sucesso em termos de participação“, garantiu hoje o seu secretário-geral, Javier Garat.

Os navios especializados na pesca em alto mar permaneceram no cais ou regressaram ao porto, garantiu Garat.

Em Bermeo, no País Basco, nenhuma embarcação de alto mar saiu do cais, apesar de a frota de meia centena de embarcações deste porto se encontrar em plena estação da pesca ao atum.

Relativamente à pesca costeira espanhola, a continuação do movimento de greve deverá continuar pelo menos até segunda-feira porque as pequenas embarcações não costumam sair para o mar durante o fim-de-semana, de acordo com Garat.

A palavra de ordem da greve espanhola não é acompanhada de momento por nenhum bloqueio às vendas e a Cepesca apela apenas a uma simples paragem de trabalho para fazer pressão sobre o governo e tentar obter ajudas para compensar o aumento dos preços do gasóleo.

Numa manifestação que reuniu sexta-feira milhares de pescadores em Madrid, o governo espanhol anunciou uma iniciativa comum com a França, a Itália e Portugal para propor em Bruxelas a criação de um fundo de ajuda aos pescadores “afectados pela escalada” do preço do gasóleo.

Esta organização, que agrupa 1.400 grandes e médias empresas de pesca representando 1.600 embarcações e 20 mil pescadores, vai reunir-se terça-feira em Madrid para decidir se a greve continua, mas sem qualquer reunião agendada com o governo.

Em Portugal, a quase totalidade das embarcações de pesca permaneceu hoje nos cais dos principais portos pesqueiros do país.

“Nenhuma embarcação de pesca saiu ao mar nos principais portos”, indicou à Agência Lusa, António Macedo, líder da Federação dos sindicatos do sector.

Várias reuniões estão previstas para hoje com os pescadores, armadores e sindicatos, mas o movimento vai prosseguir com uma adesão a 100 por cento por um período ilimitado”, segundo este dirigente sindical.

Em Itália, pescadores atrasaram hoje a partida de uma competição náutica entre Viareggio (centro-oeste) e Mónaco (sudeste da França), exibindo bandeirolas em que se podia ler: “O gasóleo caro estrangula a pesca” ou “400 famílias de joelhos devido aos preços do gasóleo“, segundo a agência Ansa.

O ministro da Agricultura italiano, Luca Zaia, prometeu sexta-feira medidas específicas que serão apresentadas “nos próximos dias” aos pescadores italianos para atenuar o efeito da subida dos preços do gasóleo.

Trata-se de medidas urgentes para atenuar o impacto da crise económica nos operadores“, declarou o ministro num comunicado.

Mais de 10 mil pescadores italianos observam desde sexta-feira o movimento de greve lançado para protestar contra os preços demasiado elevados do combustível, de acordo com Federcoopesca, principal federação dos pescadores italianos.

A Federação não prevê que os seus membros voltem ao mar antes da próxima terça-feira, assegurando que a greve está a ser bastante cumprida em todas as regiões do país, excepto na Sardenha.

Fonte: EPA

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“Os locais e as fábricas que têm estado relacionados com a gestão de resíduos serão declarados zonas de interesse estratégico nacional, tornando-se na prática zonas militares onde a segurança será assegurada por membros das forças armadas de forma a garantir uma protecção absoluta”, afirmou o governante em conferência de imprensa.

“As acções de bloqueio organizadas por minorias não serão mais toleradas”, avisou Berlusconi, garantindo que o “Estado irá intervir com a sua força e autoridade”.

O primeiro-ministro anunciou que o Governo identificou cinco novos locais na cidade de Nápoles para serem utilizados como aterros sanitários, acrescentando que a localização destes espaços “será conhecida nos próximos dias”.

As populações de Nápoles, sul da Itália, e da região da Campania têm impedido regularmente a criação de novos aterros, justificando tal posição com a proximidade dos locais das zonas habitacionais.

Berlusconi confirmou ainda a nomeação de Guido Bertolaso, actual director da Protecção Civil e que já esteve envolvido na resolução do problema do lixo em Nápoles, para o cargo de secretário de Estado responsável em exclusivo pela gestão de resíduos.

“A protecção civil nacional, que irá coordenar a gestão urgente dos resíduos, terá uma tarefa comparável a uma operação após um terramoto ou erupção vulcânica”, concluiu.

A escolha de Nápoles para a realização do primeiro conselho acontece numa altura crítica da crise do lixo nesta cidade, que no último fim-de-semana enfrentou quase 100 incêndios provocados pela população que começou a queimar montanhas de lixo nas portas dos prédios.

Fonte: Lusa

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A direita italiana liderada por Silvio Berlusconi terá ganho as eleições legislativas com 42 por cento dos votos, segundo uma sondagem divulgada à boca das urnas.

De acordo com a mesma sondagem, a esquerda dirigida por Walter Veltroni (Partido Democrata) obteve 40 por cento dos votos.

De acordo com a empresa Piepoli, que efectuou as sondagens para as duas cadeias de televisão RAI e Sky, a coligação de Silvio Berlusconi formada pelo Povo da Liberdade (PDL), Liga do Norte e um movimento autonomista da Sícilia, conseguiu 42,5 por cento dos votos no Senado contra 39,5 por cento para a coligação de esquerda de Walter Veltroni.

Na Câmara dos Deputados, a coligação de direita lidera com 42 por cento contra 40 por cento para a esquerda, de acordo com a mesma fonte.

Os restantes votos estão repartidos entre outras formações como a esquerda radical (Esquerda - O Arco-Íris), os democratas-cristãos da UDC (União de Democratas Cristãos e do Centro) e a extrema-direita de La Destra.

Este avanço não significa que a direita consiga a maioria absoluta no Senado devido à especificidade da lei eleitoral que atribui um bónus ao vencedor na câmara alta sobre uma base regional e não nacional.

As primeiras projecções são esperadas por volta das 19:00 (18:00 em Lisboa).

Os resultados oficiais só deverão ser conhecidos a partir de terça-feira.

Fonte: Jornal de Notícias

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Em Milão, cidade do norte da Itália e feudo de Silvio Berlusconi, os italianos pareciam desiludidos a caminho das urnas neste domingo, pois duvidam da capacidade dos políticos de salvar a economia em crise.

“O panorama político não é muito sedutor e precisa de novas personalidades. Não acompanhei muito a campanha, me parece que os programas são pouco concretos”, explica Flavia, de 40 anos, em frente a um colégio eleitoral no oeste da cidade.

“Para o vencedor será difícil governar sem acordo com os pequenos partidos. O primeiro ponto será modificar a lei eleitoral, mas será difícil”, opina Adriano, um executivo também de 40 anos, se referindo a lei em vigor que dificulta a obtenção de maioria no Senado.

A maior parte das conversas gira em torno do custo de vida e do medo de ver a Itália atrasada em relação aos outros países europeus.

No colégio Dante Alighieri, em um bairro de classe médio onde voto o líder conservador e candidato Silvio Berlusconi, essas preocupações estavam presentes com os eleitores.

“A Espanha, durante muito tempo atrás da Itália, é agora mais rica que nós. Os candidatos fazem muitas promessas, mas todo mundo sabe que nosso país não irá conseguir cumpri-las”, considera Walter Cavalari, eleitor fiel a Berlusconi, conhecido como o “Cavaliere”.

O líder de centro-esquerda e ex-prefeito de Roma, Walter Veltroni, prometeu “uma bonificação a partir de julho para as pensões menores e Berlusconi um aumento segundo o custo de vida. Mas em janeiro, a alta foi de 1%, uma miséria comparada com a inflação”, afirma o eleitor Paolo Caramella.

“Sou favorável a Berlusconi mas ele é melhor empresário que político”, acrescenta.

Outra eleitora da cidade, Lucia Bertucci, reconhece porque vota em Berlusconi.

Ela elogia “uma campanha onde o cenário político ficou mais claro” que em 2006, com dois grandes partidos: o Partido Democrata (PD) de Veltroni e o Partido Povo da Liberdade (PDL) de Berlusconi.

Contudo, se lamenta do “aumento ininterrupto dos impostos, que obriga gastar as economias”.

“A política italiana está um caos! Não segui a campanha, os candidatos se ocupam pouco de nossas dificuldades para viver”, espeta Chiara Calabria, dona de casa.

Em um colégio eleitoral ao leste, Orsala Spadano, escrivã no Tribunal de Milão, não sabe ao certo em que vai voltar.

“Voto pela esquerda mas estou cética sobre os programas. Irei decidir mais pelos valores cristãos”, explica.

Em sua vida cotidiana, Spadano diz se sentir “desorientada pela falta de instrumentos que pesa sobre o funcionamento da justiça”.

“Meu outro medo é a saúde, tenho medo de que a direita privatize o setor e que se tratar torne-se algo inacessível para uma parte da população”, confessa.

Em Milão, capital econômica do país, as eleições acontecem sem maiores problemas.

Os telefones celulares foram proibidos nas baias de votação. Fotografar o voto assim que ele é emitido para servir como prova é uma prática comum nas regiões onde a máfia possui influência e negocia votos, em especial no sul do país.

Fonte: AFP

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Os italianos votavam no domingo em uma eleição parlamentar que pode levar o magnata conservador da mídia Silvio Berlusconi de volta ao poder pela terceira vez para lidar como um profundo mal-estar econômico e social.

O principal adversário do bilionário de 71 anos é o líder de centro-esquerda Walter Veltroni, ex-comunista que se define como um homem de mudança apesar de prometer modestas reduções de impostos e rigor com o crime, assim como Berlusconi.

Muitos dos 47 milhões de eleitores italianos estão pessimistas com relação à perspectiva de recuperação da economia e estabilidade política, no momento em que escolhem o 62 governo desde a Segunda Guerra Mundial. Especialmente porque as leis eleitorais tornam difícil para qualquer um obter uma ampla maioria para governar.

A coalizão de centro-esquerda liderada por Romano Prodi durou apenas 20 meses antes de entrar em colapso, em janeiro, com a Itália a caminho da recessão econômica.

“Eu não me importo quanto a quem vence. Eu só quero um governo que dure”, disse o professor Francesco Antonazzi, 54 anos, ao votar em Roma depois que as urnas se abriram às 8hs (horário local). A votação se encerra às 3hs, e o resultado pode ser divulgado algumas horas depois.

Berlusconi, o único homem em 50 anos a ter completado um mandato como primeiro-ministro, foi aplaudido ao circular entre eleitores em Milão, preencheu sua cédula e beijou um garoto de 3 anos.

“Nos salve, Silvio”, gritou um eleitor.

Veltroni, 52, líder do Partido Democrático e ex-prefeito de Roma, esperou em uma longa fila na capital italiana até as autoridades permitirem que ele entrasse para votar.

Berlusconi, um dos homens mais ricos da Itália, liderava as pesquisas de opinião, mas sua campanha muitas vezes pecou pela falta do brilho que o levou ao poder em 1994 e 2001.

Geralmente dono de uma fala mansa, o líder deu também alguns escorregões que podem lhe custar votos, como ao insultar o popular jogador de futebol Francesco Totti, partidário da centro-esquerda.

Berlusconi e Veltroni também prometeram modestos cortes de impostos destinados a estimular o consumo. Eles também disseram que a Itália precisa de mais policiais para combater o crime.

A habilidade do vencedor para gerenciar uma recessão pode ser dificultada por uma complexa lei eleitoral, posta em vigor por Berlusconi e que torna difícil conseguir ampla maioria no parlamento.

Uma corrida apertada força o vencedor a formar uma coalizão com partidos pequenos. Veltroni e Berlusconi, únicos candidatos com chances reais de se tornar primeiro-ministro, descartam formar uma coalizão entre si.

Fonte: Reuters

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