Archive for the “Cuba” Category


A presidência eslovena da União Europeia (rotativa, ao nível do Conselho Europeu) e a Comissão Europeia apelaram, hoje, ao levantamento das sanções impostas a Cuba, em 2003. Embora suspensas em 2005, as sanções - sobretudo limitações à circulação no espaço comunitário de altos dirigentes cubanos - ainda não foram oficialmente canceladas devido à divisão entre os Estados-membros.

“Sou favorável ao levantamento das sanções, mas é preciso ver que linguagem vamos utilizar”, disse Dimitrij Rupel, ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslovénia, país que detém a presidência rotativa da UE, á chegada a uma reunião dos chefes da diplomacia dos 27, em Bruxelas (Bélgica). Ao jantar, os ministros deverão abordar este tema.

“Pessoalmente, penso que deveríamos levantar as sanções porque vemos sinais encorajadores em Cuba e devíamos mostrar à população cubana que estamos disponíveis para trabalhar com eles”, disse, por seu lado, Benita Ferrero-Waldner, comissária para as Relações Externas.

A maioria dos 27 estão de acordo com o levantamento das sanções, visto como encorajamento a que Raul Castro continue a fazer mais reformas semelhantes às iniciadas em Fevereiro. O Presidente cubano permitiu o acesso livre da população a vários meios de comunicação como telemóveis e computadores, deu maior abertura na aquisição de materiais e máquinas para a agricultura, permitiu a livre entrada nas estâncias turísticas, etc.

Um dos países mais reticentes é a República Checa - que “arrasta” consigo alguns países do ex-bloco soviético -, que considera que a UE deve continuar a pressionar o país para que respeite os direitos humanos, em concreto a libertação de todos os presos políticos.

Dos 75 dissidentes detidos em 2003, apenas cerca de uma vintena foram libertados por razões ligadas ao estado de saúde.

Fonte: Sic

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Havana não autorizou esta semana a comentadora política cubana Yoani Sanchez a deslocar-se a Madrid para receber um prestigioso prémio de jornalismo atribuído pelo diário espanhol El Pais.

“Não é preciso privar as pessoas do seu direito de sair do país. Quanto a mim, é necessário dar autorização a todos os que queiram sair” para o estrangeiro , declarou Mariela em resposta a uma pergunta do jornal catalão sobre a vontade crescente dos cubanos de poderem viajar livremente.

Os cubanos que queiram deslocar-se ao estrangeiro têm que obter uma autorização prévia de saída do país, após demoradas e dispendiosas diligências burocráticas.

“As pessoas podem sair, mas com muita dificuldade”, segundo Mariela Castro.

A sobrinha de Fidel Castro, que em Cuba dirige o Centro Nacional de Educação Sexual e milita pelos direitos dos homossexuais, especifica na entrevista que não tem intenções de fazer política em Cuba.

Mariela explica que seu pai, que sucedeu ao irmão mais velho Fidel na liderança dos destinos do Estado cubano, quer introduzir reformas, mas que vai fazer isso “lentamente”, visando sobretudo melhorar o bem estar da população.

“Não queremos instaurar uma sociedade de consumo, mas produzir bens e serviços de que as pessoas precisam” , precisou a filha de Raul Castro, em referência a uma algumas medidas adoptadas recentemente em Cuba permitindo o acesso a certos bens de consumo.

Para Mariela Castro, o Partido Comunista de Cuba, que controla o poder na ilha, é actualmente menos “rígido” que anteriormente, mas continuará a dominar enquanto o país estiver “cercado” pela proximidade geográfica dos Estados Unidos e pelo bloqueio norte-americano.

Fonte: Lusa

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A rede pública de TV de Cuba inaugurará um canal 24 horas com atrações principalmente estrangeiras a fim de oferecer aos telespectadores cubanos uma maior variedade de programas.

O Instituto Cubano de Rádio e Televisão (ICRT) comunicou sua decisão na quarta-feira, durante uma conferência da associação de escritores e artistas cubanos. No encontro, intelectuais criticaram os programas de TV existentes no Estado socialista, considerados de baixa qualidade.

A chegada de programas estrangeiros às TVs cubanas acontece em um momento no qual o novo presidente de Cuba, Raúl Castro, que sucedeu Fidel Castro (irmão dele hoje convalescente) começa a suspender o que descreveu como as “proibições excessivas” existentes no país.

Desde que se transformou no primeiro novo líder do país nos últimos quase 50 anos, Raúl permitiu que os cubanos comprem celulares, aparelhos de DVD e computadores, além de autorizar que se hospedem em hotéis reservados a estrangeiros.

Luis Acosta, vice-presidente do ICRT, disse que o novo canal terá programas vindo de uma dúzia de países, mas não forneceu maiores detalhes.

Cuba possui cinco canais de TV, todos controlados pelo Estado. Um deles, o Cubavisión Internacional, pode ser visto apenas por aparelhos equipados com cabo. Esse canal transmite notícias oficiais e atrações culturais de Cuba 24 horas por dia, para o mundo todo.

A TV a cabo da ilha caribenha transmitida em Havana e nos hotéis da região litorânea inclui três canais chineses.

A rede pública do país costuma passar filmes norte-americanos. Muitos deles são pirateados, apesar de sua venda para Cuba não ser vetada pelas sanções comerciais impostas à ilha pelos Estados Unidos desde 1962.

Muitos cubanos assistem a canais de TV por satélite usando antenas parabólicas ilegais. Com esse equipamento, conseguem ver, por exemplo, canais em espanhol de Miami, o coração da grande comunidade de exilados cubanos nos EUA.

Fonte: Reuters

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Cuba começou na terça-feira a venda sem restrições de equipamentos eletrodomésticos, medida que entusiasmou os cubanos, que fizeram fila nas lojas. Mesmo assim, a espera pelos produtos vai continuar grande, por causa dos baixos salários.

As lojas foram autorizadas a vender dezenas de eletroeletrônicos outrora proibidos, como fornos microondas, televisores de tela plana e até computadores.

“Isto deveria ter sido feito há muito tempo. Eles nunca deveriam ter sido proibidos”, disse Felipe, engenheiro de 53 anos, que esperava impaciente na fila para comprar seu primeiro aparelho de DVD.

“Agora nós, cubanos, temos outras opções e assim se resolve um pouco a alternativa do transporte”, disse o animado Raydel Leyva, 42, depois de investir suas economias numa moto de 858 dólares, em Havana. “Acredito que todas essas medidas vieram para melhorar a vida do povo e nos fazer sentir melhor vivendo no nosso país”, disse Leyva, que não quis revelar por quanto tempo juntou dinheiro para comprar a moto.

Com uma renda média de 17 dólares por mês, os cubanos não podem comprar muitos dos novos itens à venda, mas mesmo aqueles que não têm condições se alegraram com a mudança.

“Os preços são astronômicos. Mas pelo menos eu tenho essa opção, e posso economizar para comprar o que quero. As pessoas vão trabalhar mais para comprar esses artigos”, disse Gelis, instrutora de tênis autônoma.

Os produtos mais vendidos eram os de menores preços, como as panelas de pressão, cujo valor ia de 17 a 54 dólares, e os aparelhos de DVD da Philips e da Panasonic, que custavam entre 118 e 162 dólares — mais caros do que em outros países, mas bem mais baratos do que no agitado mercado negro de Cuba.

Já os aguardados computadores e laptops da Dell e teclados e mouses da Microsoft foram retirados das lojas antes da venda começar, até que sejam fixados os preços. Ainda não está claro quando começa a sua venda.

Até agora, esses aparelhos só podiam ser adquiridos por empresas estatais. A maioria dos artigos vem da China.

Antes de adoecer, Fidel Castro iniciou um programa de financiamento a longo prazo de televisores, geladeiras e panelas elétricas chinesas. Raúl Castro sucedeu o irmão no dia 24 de fevereiro, prometendo acabar com as “proibições excessivas” no cotidiano de Cuba. Logo permitiu, além dos eletrodomésticos, o acesso a celulares e a hotéis antes reservados apenas a estrangeiros.

Fonte: Reuters

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Este era um dos maiores desejos dos cubanos que poderão agora assinar o serviço de telemóvel através da ETECSA, empresa pública de telecomunicações. Os poucos cubanos comuns que os utilizavam tinham amigos estrangeiros que lhos emprestavam.

Contudo, os contratos são feitos em pesos convertíveis, uma moeda a que a maioria da população não tem acesso, recebendo os salários em pesos comuns (este é 24 vezes menos valioso que o peso convertível). Um contrato custa 111 pesos convertíveis: são cerca de 120 dólares, quando um salário médio cubano é de 17 dólares.

A medida foi anunciada um mês após a investidura de Raul Castro, irmão de Fidel, como Presidente de Cuba. Na altura, o novo chefe de Estado disse que seriam aprovadas medidas com vista a eliminar “interdições e regulamentações excessivas”.

Já esta semana, os cubanos foram autorizados a comprar computadores para uso pessoal, televisores e outros electrodomésticos.

Fonte: sic

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