A bomba explodiu no passeio à beira-mar da cidade costeira de Getxo às 00h50 locais (23h30 de Lisboa), provocando danos “significativos” nos edifícios próximos, informou a RNE.
Uma hora antes da explosão o serviço de assistência na estrada (DYA) recebeu um aviso telefónico anónimo indicando que a camioneta iria explodir, dando tempo às autoridades para evacuar a zona e estabelecer um cordão de segurança.
Os telefonemas à DYA são um modo habitual de a organização separatista basca ETA dar pré-aviso de atentados bombistas.
A explosão foi ouvida a quilómetros do local.
Um atentado semelhante ocorreu na última quarta-feira, matando um guarda civil e ferindo quatro colegas seus. Uma camioneta armadilhada visando o aquartelamento da Guarda Civil de Legutiano, no País Basco, explodiu, suscitando uma reacção unânime de repúdio de todas as forças políticas espanholas com representação parlamentar.
A ETA queria “cometer uma chacina”, afirmou o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, sublinhando o carácter “particularmente ignóbil” deste atentado de “natureza indiscriminada“, que visou na quarta-feira um aquartelamento onde dormiam 29 pessoas, entre as quais cinco crianças.
O atentado não foi reivindicado mas foi unanimemente atribuído à ETA.
A imprensa espanhola indicava na quinta-feira que a ETA terá conseguido reconstituir a sua força de choque durante a trégua que observou entre Março e Dezembro de 2006 (formalmente rompida em Junho de 2007) e que está apoiada numa infra-estrutura consistente.
A ETA, cujo símbolo é um machado onde se entrelaça uma serpente, é considerada responsável perla morte de mais de 820 pessoas em 40 anos de luta armada.
A ETA (Euskadi Ta Askatasuna – Pátria Basca e Liberdade) figura, desde 2001, na lista europeia das organizações consideradas terroristas.
Fonte: Sic
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