Arquivo para a categoria “Internet”
O grande vencedor do Festival Internacional de Propaganda de Cannes, em 2005, foi um filme da cerveja Guiness que mostra a involução da vida sobre a Terra. Muitíssimo bem feito, mostra três homens que tomam um gole da cerveja e retrocedem rapidamente até se tornarem anfíbios. Uma frase conclui que as boas coisas acontecem para quem sabe esperar. No caso, pela criação da Guiness.
No ano passado, a vencedora de Cannes foi a Campanha pela Real Beleza, na qual, pela internet, Dove convidava consumidores a se manifestarem contra o uso de imagens manipuladas e da beleza perfeita explorada por empresas de cosméticos.
O resultado foram milhares de respostas de consumidores e também de internautas, inclusive o site da Campanha contra a Vida Real. Nele, um rapaz bonito é enfeado, e a manifestação dos consumidores é clara: “Ninguém quer ver gente feia nas propagandas”.
“Em apenas dois anos, houve uma evolução tremenda na comunicação das empresas”, afirma Ezequiel Triviño, sócio da agência americana Wikreate.
Na 55ª edição do festival de Cannes, que começa hoje no balneário francês, não apenas essa mudança da comunicação empresarial deverá se acentuar como também a premiação deverá refletir a tendência. “Cada vez mais, a propaganda deixa de contar apenas uma história num filme de 30 segundos e envolve a comunicação em várias vertentes”, diz Triviño.
Outra era
Foi o que aconteceu no El Sol, festival de comunicação publicitária que aconteceu no início do mês, na Espanha. O prêmio mais esperado do festival, talvez pela tradição, foi o dado a um filme da varejista de móveis Ikea. Entretanto, os mais comentados –e também premiados– envolviam internet, revistas, jornais e filmes ao mesmo tempo.
“Vivemos o fim de uma era”, diz Triviño, que apresentou uma palestra sobre o fim dos festivais de propaganda durante o El Sol. “Em dez anos, não será mais a publicidade que nos alimentará.”
O discurso ameaçador não é, é claro, unanimidade no setor. No entanto, o que era repetido até poucos anos como provável tendência de mercado parece estar começando a se tornar realidade.
Agência Google
Segundo Triviño, no último ano, a maior agência de propaganda do mundo não foi nenhum grupo de comunicação no qual brilham publicitários, mas sim o Google. O site de buscas faturou US$ 16,6 bilhões em 2007 com publicidade, enquanto o grupo Omnicom, o maior entre todos, teve receita de US$ 12,7 bilhões. WPP e Interpublic, outros dois grandes da área, faturaram US$ 12,4 bilhões e US$ 6,6 bilhões respectivamente.
“Quem olha os links patrocinados do Google lembra a comunicação da idade da pedra”, diz Triviño. “Mas eles superaram as agências em menos de dez anos porque desintermediaram a comunicação, dando ferramentas de controle ao consumidor.”
Renato Loes, presidente da Leo Burnett Brasil, discorda. Para ele, o Google não é agência, mas sim concorrente dos meios de comunicação. “O Google não fará venda direta para sempre”, diz Loes. “Para a agência, o que interessa é colocar o anúncio no lugar mais adequado e o Google pode ser um deles.”
As discussões sobre o Google, no entanto, são apenas o topo da montanha que aparece escondida por nuvens. As mudanças nas inscrições de Cannes refletem a transformação do mercado. O número de peças de internet inscritas, por exemplo, aumentou 77% e o de mídias integradas, 342%, nos últimos cinco anos. Já as inscrições de filmes caíram quase 10% no período.
Maurício Mazzariol, sócio da agência brasileira Bigman, apresentou no El Sol algumas campanhas de destaque em comunicação digital, na América Latina. Uma delas é a do site silviovelo.com. Nele, Silvio Velo, capitão da seleção argentina de futebol para cegos, guia o internauta por páginas completamente escuras: cursor do mouse, letras, fundo e até e-mail são negros.
Para auxiliar a navegação, só a voz de Velo e o guiso da bola de futebol para cegos. O objetivo é, por meio da interação, conseguir patrocínio para o esporte, popular, mas sem apoio financeiro no país.
“Vivemos um momento de experimentação, nas mais variadas formas”, diz Mazzariol.
Fonte: Folha de S.Paulo
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Uma nova versão do navegador gratuito e em código aberto Firefox será lançada na próxima terça-feira (17), com melhorias na segurança, velocidade e design do software.
O programa da Fundação Mozilla é o mais forte concorrente do Internet Explorer –sua fatia de mercado dos browsers, em abril, era de 17,76% ante 74,83%. O Internet Explorer já teve o virtual monopólio desse mercado.
Com o lançamento, a marca pretende entrar para o “Guinness” com o recorde de maior volume de downloads feitos em 24 horas.
Os destaques do novo “browser” ficam por conta sistema de buscas e o gerenciamento de favoritos e sites visitados. Um ícone, que fica abaixo do endereço da internet, leva a sites mais acessados pelo usuário, que não precisa fazer nada para guardá-los.
Nas buscas, outro ponto forte é a hora de digitar o endereço de um site. A barra de endereços virou um buscador interno que vasculha as páginas recém-visitadas e favoritadas.
Fonte: Folha de S.Paulo
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Os usuários da internet estão ficando mais cruéis e egoístas, afirma o especialista em usabilidade Jakob Nielsen.
O diretor da Nielsen Norman Group, especializada em consultoria sobre usabilidade, comentou os resultados do relatório anual da empresa sobre os hábitos dos usuários da internet e afirmou que as pessoas estão menos pacientes na hora de navegar.
Segundo Nielsen, a mudança no comportamento dos usuários pode ser confirmada com base em diversos dados levantados pelo relatório.
O primeiro deles está relacionado com o sucesso dos usuários em conseguir atingir suas metas quando estão on-line. Os dados de 2008 indicam que este o sucesso foi de 75%, comparados com 60% em 1999.
Isso indicaria que os usuários estão indo “diretamente ao ponto”, ao invés de ficar navegando “à deriva” pelos sites.
Nielsen afirma ainda que outro indicativo do “egoísmo” dos usuários estaria relacionado aos sistemas de busca.
Segundo o documento, em 2004, 40% das pessoas visitavam primeiro a página principal de um site e depois navegavam até onde estava a informação que procuravam. Atualmente, 60% dos usuários usam um link que os leva diretamente para a página que procuram dentro de um site.
O relatório de 2008 aponta que apenas 25% das pessoas navegam via a página principal de um site, o restante usa mecanismos de busca e chega diretamente ao destino de interesse.
Batata quente
Para Nielsen, os dados indicam que a maioria dos usuários quer acessar um determinado site rapidamente, completar uma tarefa e sair.
Ele ressalta ainda que grande parte dos usuários ignora os esforços dos designers dos sites para que eles passem mais tempo navegando no site e que suspeitam das promoções criadas para chamar a atenção.
Em entrevista à BBC News, o especialista afirmou que os usuários se comportam como se estivessem segurando uma “batata quente” –apenas querem completar uma tarefa, o mais rápido possível.
“As pessoas querem sites que vão direto ao ponto, elas têm pouca paciência”, disse.
“Apesar de os designers terem melhorado, os usuários também se habituaram com o ambiente interativo”, afirmou.
“Agora, quando estão on-line, as pessoas sabem o que querem e como fazer para achar”, explicou o especialista.
Impacientes
De acordo com ele, esse comportamento deixa os usuários mais resistentes às promoções e outras escolhas editoriais que tentam distraí-los.
Apesar disso, Nielsen afirma que os sites ainda não vislumbraram esta realidade.
“Os designers e proprietários dos sites ainda pensam que possuem um site especial e interessante e que as pessoas ficarão felizes com tudo o que for jogado para elas”, afirmou.
Nielsen destaca que os usuários estão ficando cada vez mais frustrados com todos os extras, como sinais sonoros e outras aplicações que estão sendo adicionadas ao sites para tornar suas interfaces mais amigáveis.
Segundo ele, esses adicionais apenas fazem com que a página demore a carregar e aumenta a impaciência dos usuários com relação ao site.
O especialista ressalta que, nesse contexto, os mecanismos de busca “basicamente dominam a rede”.
“A longo prazo, qualquer um que quiser ultrapassar o Google tem apenas que fazer um sistema de busca melhor”, concluiu.
Fonte: BBC Brasil
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Controle remoto ou mouse? A opção é sua. Cada vez mais a TV está migrando para a internet e atraindo usuários à procura de conteúdo gratuito sem restrições de horário. Dentro desse esquema, o site www.joost.com, dos mesmos criadores do Skype e do Kazaa, é um dos mais acessados. Ele oferece, em tela cheia, mais de 400 canais e 20 mil programas de TV que você pode ver de graça.
O conteúdo fica sempre disponível por streaming, a transmissão direta da internet, com qualidade de DVD. Ou seja: você não precisa fazer downloads e sobrecarregar seu HD. A exigência é uma conexão boa.
A programação do site é ampla e inclui diversos gêneros, como desenhos e animação, filmes, documentários, esportes e música. Mas não se anime tanto: por trás de tanta variedade estão diversos canais que poderiam ganhar o Oscar do tédio, como o Australian Food TV e o Boats on TV.
Entre os canais mais populares há aqueles dedicados à música, como o Hip Hop Jukebox e o Pop Star’s Jukebox, e o Guiness World Records TV, que apresenta bizarrices como uma entrevista com a mulher detentora do maior número de piercings espalhados pelo corpo (462, se você ficou curioso).
Mas, com boa vontade, dá para garimpar programas interessantes no site. Amantes de videoclipes vão encontrar canais inteiros dedicados a artistas como Beck e Red Hot Chili Peppers, além de programas antigos da MTV dos EUA.
Os engajados, amantes da natureza e de esportes vão curtir a programação da Green TV e do Lonely Planet Channel. Quem prefere um estilo sexo, drogas e rock’n'roll, deve ficar de olho no Indieflix: Docs That Rock. Para os cinéfilos, a seleção de filmes inclui hollywoodianos populares, filmes alternativos, mudos a até as produções indianas de Bollywood.
O Brasil comparece com o Elo Cinema Latino, que traz filmes de todo o continente, e com dois canais dedicados à música brasileira. Vale a pena entrar no Brazilian Music Channel que, graças a uma parceria com a gravadora Trama, tem programas com bandas como Mombojó, Jumbo Elektro e Hurtmold, além do clássico Ensaio gravado com Tom Zé, Tim Maia, Elis Regina e outros.
Fonte: Folha de S.Paulo
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Fenômeno que é um dos maiores estorvos dos usuários de internet, o spam, completa 30 anos neste sábado (3). O primeiro e-mail em massa foi enviado em 3 de maio de 1978, por um responsável de marketing da empresa Dec, hoje extinta, a cerca de 400 pessoas.
A mensagem convidava os usuários do sistema Arpanet –precursora da rede mundial de computadores– da Costa Oeste dos Estados Unidos para uma inauguração que a empresa iria realizar.
O nome spam provém de uma cena do programa humorístico britânico Monty Python em que o grupo estava em um restaurante comendo carne enlatada Spam e repetia a palavra insistentemente, explica Brad Templeton, autor de várias pesquisas sobre o assunto.”Daí veio o termo, algo que se repete de maneira excessiva e enervante”, afirma.
O termo foi utilizado pela primeira vez no sentido conhecido atualmente há cerca de 15 anos por Joel Furr, um administrador da rede de fóruns Usenet. O termo virou “hit” durante a década de 1970 usado em diferentes contextos até se tornar mais conhecido como referência às mensagens não solicitadas, conta Templeton.
Atualmente, o spam é resultado de operações complexas que afetam a vida de milhões de pessoas e enchem as caixas de e-mail dos internautas.
Praga
A porcentagem de lixo eletrônico que chega às caixas de entrada, por exemplo, do Gmail (serviço de e-mail eletrônico do Google) quadruplicou entre 2004 e 2008 –passou de 20% para 80%. Segundo Jason Freidenfelds, do Gmail, 1% dos spam que chegam conseguem passar pelo sistema de filtros instalados.
Se o autor do primeiro spam enviou o e-mail teclando manualmente cada um dos destinatários, hoje essas mensagens são enviadas por meio de “cybermonstros”, ou “botnets”, como são mais conhecidos, que são nada menos que redes de computação ocultas que trabalham à revelia dos usuários.
Os “botnets” invadiram 30% dos computadores pessoais e de empresas sem proteção e difundem milhões de spam por dia, afirma Templeton.
Malícia
Tanto o conteúdo do spam como os motivos de envio mudaram muito ao longo dos anos. Hoje, alguns spam estão disfarçados, e-mails que parecem ser inocentes, mas que na realidade são uma armadilha de piratas virtuais para obterem números de contas bancárias e dinheiro.
No ano passado os spamers conseguiram colocar fora de serviço sites de internet do governo e de empresas na Estônia, por exemplo, bombardeando os servidores com milhões de mensagens, uma técnica utilizada por uma nova categoria de spamers dedicados à extorsão.
A forma de spam mais conhecida, no entanto, são as mensagens não desejadas que vendem, por exemplo, relógios Rolex falsos, pílulas mágicas para emagrecer e até mesmo remédios inimagináveis para melhorar a vida sexual.
Quase 12% dos usuários da internet já caíram no golpe de algum spam, afirmou Graham Cluley, consultor em tecnologia da empresa de segurança Sophos. Um caso trágico foi o ‘do modelo brasileiro que morreu depois de tomar pílulas emagrecedoras que comprou após receber um spam. Fica claro que pessoas que enviam spam não têm ética alguma’, acusou.
No ano passado, 75% dos norte-americanos foram vítimas de fraudes na internet, a maioria por meio de spam, prática que arrecadou aproximadamente US$ 239 milhões com os golpes.
Fonte: Folha Online
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A China, que já é líder mundial no uso de celulares, ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior país do mundo no número de usuários de internet. Entretanto, no percentual de habitantes que são internautas, os EUA ainda são líderes.
Segundo o jornal “USA Today”, estimativas do governo Chinês indicam que o país atingiu marca de 220 milhões de internautas em fevereiro. De acordo com pesquisa da Nielsen/NetRatings, os Estados Unidos, que foram durante muito tempo os líderes no número de internautas, têm cerca de 216 milhões.
Entretanto, na comparação dos percentuais de internautas, os norte-americanos ainda estão muito à frente. A percentagem de norte-americanos que usam internet é de 71%, enquanto na China o índice é de 17%, afirma o jornal.
Segundo Zhang Shanshan, diretor de mídia do China Internet Network Information Center, no fim do ano passado o número de usuários de internet chegou a 210 milhões na China, uma alta de 53% em relação ao ano anterior. ”
De acordo com Duncan Clark, presidente do conselho da empresa de pesquisas BDA China, o rápido crescimento dos internautas chineses é resultado do crescimento econômico do país.
Para ele, enquanto o governo “continua a filtrar a internet e estimular a censura, tem também procurado promover tecnologias baratas e o aumento do conhecimento”, afirmou. A China Netcom, por exemplo, oferece acesso à banda larga por US$ 10 mensais.
Fonte: Folha Online
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Após a aprovação, pela CPI da Pedofilia, da quebra do sigilo de 3.261 álbuns privados publicados na rede social Orkut, que pertence ao Google, pais e filhos se viram às voltas com questionamentos sobre como evitar o ataque de criminosos pela internet.
Para Cláudia Bozzo, psicopedagoga do projeto HackerTeen, feito em parceria com a ONG SaferNet Brasil, o relacionamento entre pais e filhos é o primeiro fator importante para a proteção contra criminosos.
“Os pais devem puxar o assunto de forma descontraída, sem dar sermão. É preciso mostrar aos filhos que o computador, assim como a balada, também apresenta perigo”, afirma.
O HackerTeen indica que famílias com crianças mantenham o computador em uma área comum da casa. “Aos mais velhos pode-se dar um voto de confiança e deixá-los usar o micro no quarto, pois eles têm um maior discernimento entre o que é certo e o que é errado.”
Outra dica é estabelecer horários e regras para a utilização do micro. Em primeiro lugar, as tarefas da escola e, só depois, a navegação na internet.
A regra básica de “não falar com estranhos” também deve ser aplicada à internet. E-mails e mensageiros instantâneos, como MSN e GoogleTalk, devem ser utilizados para estabelecer contato com amigos e conhecidos, e não com amigos apenas virtuais.
“As crianças e adolescentes nunca devem dar endereço, nome dos pais, local onde estudam, bairro em que moram”, afirma Cláudia.
Caso encontrem material indevido no computador do filho ou observem atividades suspeitas em sites que eles visitam, os pais devem fazer denúncias –no site da SaferNet há espaço para isso.
Qualquer material suspeito deve ser guardado, e não apagado, pois pode servir como prova contra criminosos.
Fonte: Folha Online
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Em um esforço para agilizar processos administrativos, a Holanda deve permitir que os habitantes do país registrem nascimentos, marquem casamentos civis e registrem mortes pela internet.
A proposta de mudança foi feita em razão de reclamações a respeito da burocracia: assim como em outros países europeus, os holandeses têm de comunicar autoridades municipais sempre que mudam de endereço ou estado civil.
Pelo projeto, casais que planejam se casar poderão apenas preencher dados pessoais em um formulário on-line no site da cidade, em vez de ter que levar os documentos originais à administração municipal, como era exigido até agora.
Caso as autoridades suspeitem de algum dado ou detectem problemas, os noivos podem ser chamados para apresentar os documentos pessoalmente. De qualquer forma, a cerimônia de casamento em si tem de acontecer na presença dos noivos.
Para mortes, a idéia é que crematórios ou empresas funerárias –que em geral têm acesso a documentos do morto e ao atestado de óbito– enviem as informações pela internet diretamente para a administração da cidade.
No ano passado, o governo decidiu formar um banco de dados de todas as crianças que poderia ser acessado em escolas, hospitais, polícia e entidades de serviço social.
Wibbe Alkema, porta-voz do ministro da Justiça, afirmou que alguns ajustes ainda estão sendo feitos no projeto. O governo espera tornar o plano uma lei até 2011.
“Como as coisas são feitas agora, alguém decidido a registrar um nascimento falso pode forjar um documento e levá-lo até os escritórios municipais”, afirmou. “Mas cedo ou tarde o sistema vai conseguir pegá-los”.
Fonte: Folha Online
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TIRANA – A Albânia é o país que menos usa a internet na Europa, já que apenas 1% dos três milhões de albaneses utilizam a rede, segundo dados do instituto de estatísticas Instat, divulgados nesta quarta-feira, 16, em Tirana.
Os especialistas do instituto destacam que, pelo contrário, há um alto índice de uso do telefone celular, pois 80% da população albanesa possui um aparelho próprio, e consideram que o baixo nível de acesso à internet se deve às elevadas tarifas cobradas na Albânia por este serviço.
Também chamam a atenção o pouco número de telefones fixos e computadores disponíveis nas casas dos albaneses. Os preços oferecidos aos clientes para o uso de internet oscilam entre 16 euros e 35 euros mensais, o que representa até 45% do salário mínimo.
Apesar de o atual governo albanês ter implementado há dois anos a campanha “Albânia na era da internet”, que prevê a difusão desta tecnologia nas escolas do país, só 12% dos estudantes usam a rede, segundo um estudo publicado recentemente pela imprensa.
Fonte: Estadão.com.br
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Segundo dados de uma pesquisa feita pela Harris Interactive, divulgada na última sexta-feira, muitas pessoas estão desconfortáveis com sites que criam conteúdos personalizados a partir de informações pessoais coletadas de quem navega pela internet. Dos 2.513 entrevistados nos Estados Unidos, aproximadamente 60% não se sentem confortáveis quando sites utilizam dados sobre suas atividades online para personalizar conteúdo ou anúncios.
Os resultados da pesquisa podem auxiliar empresas que trabalham com internet a disponibilizar mais benefícios concretos aos seus usuários nesse sentido. De acordo com Alan Westin, da Columbia University, que ajudou a elaborar a pesquisa, as companhias podem, por exemplo, dar descontos em ingressos de cinema ou na compra de eletrônicos em vez “promover” a perda de privacidade do usuário. Para ele, “sistemas de busca gratuitos ou sites de redes sociais fazem parte do DNA do usuário de internet, e uma forma de amenizar a antipatia às ações de marketing é oferecer-lhes benefícios”.
Colin McKay, do gabinete da Comissão de Privacidade do Canadá, explica que as pessoas precisam se dar conta de que os dados que fornecem na internet servem de base para uma campanha publicitária, e que o “marketing faz a transição da conveniência para a invasão”. Isso pode mudar quando internautas começarem a boicotar algumas aplicações, o que somente acontecerá quando tiverem pleno entendimentos da extensão do uso de seus dados pessoais.
A pesquisa mostrou que os usuários mais jovens encontram-se mais confortáveis com a distribuição de conteúdo personalizado, principalmente os do grupo entre 18 e 43 anos.
Fonte: AdNews
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O Yahoo! vai ceder uma parte de seu espaço para publicidade para o Google, em uma experiência que parece ter o objetivo de afastar a proposta não solicitada da Microsoft. O acordo, anunciado nesta quarta-feira (9), vai permitir que o Google coloque anúncios em cerca de 3% das pesquisas feitas nos Estados Unidos por meio do Yahoo –que é o segundo maior site de buscas da internet, atrás do novo parceiro.
Sem especificar uma data, o Yahoo! informou que os testes da parceria com o Google vão durar duas semanas. O Yahoo! afirmou que ainda não decidiu se vai aderir totalmente à rede de centenas de outros sites que confiam ao Google a responsabilidade de explorar a publicidade por links patrocinados em seu conteúdo.
A possibilidade de adotar uma relação mais próxima com o líder das buscas na internet é uma nova mostra dos esforços do Yahoo! para afastar a Microsoft ou forçar a gigante do software a aumentar sua oferta.
O Yahoo! insiste que a oferta inicial de US$ 31 por ação é baixa demais, mas a Microsoft ainda não deu sinais concretos de que vá fazer uma proposta melhor.
Concentração
Em um comunicado divulgado hoje, a empresa fundada por Bill Gates reafirma que a proposta atual é justa e questionou se órgãos de regulação de comércio iriam permitir que o Google e o Yahoo! formem uma parceria permanente.
De acordo com dados recentes da comScore Media Metrix, Google e Yahoo! teriam, juntos, 81% do mercado de buscas nos Estados Unidos. Caso o Yahoo! fosse para as mãos da Microsoft, as empresas teriam 31% do segmento nos EUA –bem longe dos 59% do Google.
“Isso [um acordo Google-Yahoo!] tornaria o mercado muito menos competitivo, algo que contrasta com nossa proposta ao adquirir o Yahoo!”, afirma o responsável por assuntos legais da Microsoft, Brad Smith.
O senador norte-americano Herb Kohl, membro de comitê antitruste no Congresso dos EUA, afirma que o órgão iria rejeitar qualquer acordo permanente entre as duas empresas de internet.
Kohl afirma que os legisladores do país estão particularmente preocupados com o assunto em razão de o Google ter acabado de comprar a DoubleClick, grande empresa de publicidade on-line, por US$ 3,2 bilhões.
Fonte: Folha Online
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A Symantec Corp divulgou na última terça-feira o mais recente Internet Security Threat Report (ISTR), Volume XIII, que revelou ser a web, e não mais as redes, o principal alvo de ataque dos cibercriminosos e que os usuários online podem ser cada vez mais infectados apenas entrando em sites que visitam no dia-a-dia. O relatório foi criado a partir de dados coletados por milhões de sensores de internet, pesquisas em primeira mão e monitoramento de comunicações de hackers, oferecendo uma visão geral do estado da segurança na rede.
No passado, os usuários precisavam acessar sites nocivos ou clicar em anexos de e-mails corrompidos para serem vítimas de uma ameaça à segurança. Hoje, os hackers estão infectando sites legítimos e usando-os como um meio de distribuição para atacar computadores domésticos e corporativos. A Symantec observou que os hackers estão direcionando seus ataques a sites em que os usuários provavelmente confiam, como as redes sociais.
Os criminosos estão se aproveitando de vulnerabilidades específicas que podem ser usadas como plataforma para outros ataques. Nos últimos seis meses de 2007, foram relatadas 11.253 vulnerabilidades de script multi-sites específicas de site na internet. Entretanto, somente 4% delas foram corrigidas durante o mesmo período.
O pishing continua sendo um problema. Nos últimos seis meses de 2007, a Symantec observou 87.963 hospedagens de phishing. Esse número representa um aumento de 167% em comparação ao primeiro semestre de 2007, e as marcas mais atingidas no período do estudo foram do setor financeiro (cerca de 80%).
O relatório também revelou que os Estados Unidos são o país com maior atividade maliciosa, seguido da China, e que 53% dos ataques dirigidos à América Latina são provenientes do país norte-americano. O documento também apontou que as buscas estão voltadas às informações confidenciais dos usuários, que podem ser utilizadas em fraudes de fins econômicos e representaram 68% dos ataques no período da pesquisa.
Além disso, os hackers estão tirando proveito de uma economia paralela mais madura para comprar, vender e comercializar informações roubadas. Cartões de crédito são vendidos nesse mercado e credenciais de conta bancária tornaram-se o item anunciado com maior freqüência, respondendo por 22% de todos os bens.
Fonte: iMasters
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Oito adolescentes foram presas em Lakeland, na Flórida (EUA), acusadas de agredir uma jovem com a intenção de publicar o vídeo no YouTube. Sete dos adolescentes permaneciam detidos na terça-feira (8). Um oitavo acusado foi solto após pagar fiança.
Segundo as autoridades, Victoria Lindsay, 16, foi atacada em 30 de março por algumas meninas quando chegou na casa de uma colega. Uma das garotas aparece no vídeo batendo diversas vezes na cabeça de Lindsay, jogando-a contra a parede em seguida, até a vítima ficar inconsciente.
No vídeo, divulgado pelos policiais, os adolescentes também aparecem bloqueando a passagem por uma porta e atingindo Lindsay mais vezes após ela acordar.
Em entrevista ao canal “NBC”, o policial Grady Judd disse se tratar de um “comportamento animal”. “Eles atraíram ela para a casa com a única intenção de filmar o ataque e publicá-lo na internet”, afirmou.
De acordo com o pai da vítima, Patrick Lindsay, os jovens pretendiam publicar o vídeo com a agressão no YouTube. Christina Garcia, mãe de uma das agressoras, afirmou que sua filha entregou o vídeo à polícia.
As autoridades também disseram que, após o ataque, três dos jovens forçaram a vítima a entrar em um carro e a levaram para outro local, ameaçando-a de nova agressão caso ela contasse à polícia.
Todos os oito suspeitos foram presos no dia 2 de abril acusados de agressão e de aprisionamento forçado. Os três jovens que levaram Lindsay para outro local também foram acusados de seqüestro.
Lindsay sofreu diversos ferimentos pelo corpo, como em seu olho e em sua orelha, afirmaram os policiais.
Fonte: Folha Online
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A força com que a MTV surgiu nos anos 80 foi avassaladora e passageira. Encarcerados na grade de programação, os videoclipes tinham tanta eficiência quanto o horário político para segurar o ibope. O cenário em que o conceituado site de música Pitchfork abriga a partir desta segunda-feira (7) sua TV on-line é bem mais acolhedor –e livre de rédeas.
Centrada na produção independente, a Pitchfork.TV pretende inclusive corrigir uma “injustiça” histórica: o seu acervo de videoclipes incluirá trabalhos de bandas que, nas décadas de 80 e 90, não cabiam nos padrões da “music television”.
Esse material, e também de bandas novas, vem chegando às mãos de Ryan Schreiber, criador e editor do Pitchfork, há algum tempo. “Já temos mais de mil vídeos, mas vamos começar com uns 250. Alguns obviamente nunca irão ao ar [risos]“, diz Schreiber, 31, à Folha.
Entre as “preciosidades”, há criações da Negativland, banda americana que já no fim dos anos 70 fazia “mash-ups”. “Era mais que juntar duas músicas. Eles eram experimentais e artísticos de um jeito estranho”, argumenta. A banda teria passado incólume pela história do pop não fosse a batalha judicial travada (e perdida) contra o U2 e a Island Records após samplear os irlandeses no EP “U2″.
A programação inclui produções próprias, como uma gravação com o Radiohead feita para o lançamento do canal e o “Juan’s Basement”, que na estréia põe a nova-iorquina Liars para tocar num porão. O canal exibirá ainda documentários musicais. O primeiro será “LoudQuiet-Loud” (2006), sobre os Pixies.
“A internet é um meio muito mais propício a um canal musical do que a televisão. Há menos amarras, pode-se viajar mais”, avalia Schreiber.
Prateleiras
Ele tem a anuência de Zico Goes, diretor de programação e conteúdo da MTV Brasil. “O consumo de música é mais afeito à web. Nela, as prateleiras são infinitas, cada um é sua própria mídia”, diz Goes.
O impacto que os videoclipes causaram em 1990, na estréia da emissora no país, foi suplantado cinco anos depois, conta o diretor, “quando falou mais alto a necessidade da TV de contar histórias”. Desde então, de musical, o canal prefere o epíteto “jovem”. “Manter os videoclipes seria romantismo, não tiraria a emissora do limbo.”
Hoje Goes divide em duas a MTV Brasil: a da TV e a da internet. A primeira jogou no site Overdrive cerca de 15 mil clipes que não exibe mais.
Em 2005, um ano antes de a MTV anunciar que relegaria os videoclipes às madrugadas, o canal pago VH1 fez o caminho inverso, chegando ao país com 50% de programação musical.
A explicação estava na segmentação do público-alvo, de 25 a 49 anos. “A TV a cabo hoje dá a opção de pensar em audiências menores”, diz Jimmy Leroy, vice-presidente criativo do canal no Brasil. É um público distinto do que consome o Pitchfork. “The Police é algo totalmente VH1″, exemplifica.
Referência
Schreiber prefere obscuras crias do cenário indie na programação do Pitchfork.TV. Foi esse perfil, afinal, que fez seu modesto blog de crítica musical, criado em 1995, se tornar referência inclusive para a mídia “mainstream” nos anos 00.
Seu rigoroso sistema decimal de avaliação abriu portas para nomes como Arcade Fire, cuja estréia, com o CD “Funeral” (2004), mereceu uma honrosa nota 9,7. “Nossas críticas interferiram na história de bandas como Broken Social Scene, Arcade Fire. Aceleramos o processo”, admite Schreiber.
Não é difícil imaginar que a Pitchfork.TV não vá ter dificuldades em encontrar bandas para participar de seus programas. Como avaliou Lee Sargent, tecladista do Clap Your Hands Say Yeah, quando seu primeiro CD levou um 9, “o caso de uma publicação como o Pitchfork é que ela decide quando o sucesso acontece”.
Fonte: Folha Online
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O MySpace anunciou hoje o lançamento do serviço MySpace Music, que permitirá a seus usuários ouvir música e ver vídeos gratuitos e também comprá-los. A nova plataforma musical, que será introduzida ainda este ano, pretende concorrer com serviços semelhantes da Apple e da Amazon.
O MySpace Music é uma aliança entre a rede social e as gravadoras Universal Music Group, Sony BMG e Warner Music Group, e o faturamento virá da venda de músicas, publicidade, entradas para shows, artigos promocionais e toques para celular.
Os usuários do serviço poderão escolher entre apenas ouvir as músicas em seu computador, o que será financiado com publicidade, ou pagar para baixá-las em um reprodutor de mp3. O MySpace confirmou que as músicas serão compatíveis com o iPod.
O MySpaceMusic pretende se tornar um sério concorrente da loja de música virtual iTunes da Apple, que já vendeu quatro bilhões de canções e é a segunda maior distribuidora musical dos Estados Unidos, ficando atrás apenas da rede Wal-Mart.
Fonte: AdNews
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