Archive for the “Famosos” Category
Estas taxas de aprovação são as mais baixas do mandato do Presidente Geroge W. Bush e superam as do ex-presidente Harry Truman, até agora o mais impopular, com 68% de opiniões negativas durante a guerra da Coreia.
Acresce que 63% dos norte-americanos julgam que a invasão do Iraque foi um erro, o que bate uma nova marca.
A sondagem aponta que entre os democratas, a má opinião sobre Bush é praticamente universal, com 91% a desaprovar a sua gestão. Entre os republicanos, só 32% o condena, enquanto 66% está satisfeito com ele.
Entre os que se declaram independentes, 23% tem opinião favorável, enquanto 72% se declara descontente com o presidente.
A má opinião sobre o presidente cresceu à medida que o clima económico se deteriorou nos Estados Unidos.
O porta-voz da Casa Branca, Scott Stanzel, assegurou que “o Presidente entende que a guerra e a desaceleração da economia pese na opinião pública mas a situação no Iraque está a melhorar e a economia está a ponto de receber um impulso” graças às devoluções fiscais aprovadas pelo Governo.
Bush já foi também o presidente mais popular da História. Depois dos atentados do 11 de Setembro de 2001, a sua popularidade atingia os 90% nas sondagens do Instituto Gallup.
Fonte: Sic
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Hillary Clinton chegou a ter, em Fevereiro, mais de 20% de vantagem sobre o rival, mas agora esta fica pelos 7%. A série de maus resultados desde o início do processo eleitoral torna urgente uma vitória por ampla margem sobre Barack Obama na nomeação pelo Partido Democrata.
A mais recente sondagem, da Universidade Quinnipiac, aponta para uma vitória de Clinton com 51%, mais sete que Obama, e conclui que Hillary é a preferida entre as mulheres, os católicos brancos e os eleitores mais velhos.
A pressão dos resultados, num estado que elege 158 delegados à Convenção Democrata, envolveu os dois “candidatos a candidatos” em acesas trocas de acusações, com os momentos televisivos provavelmente mais negativos desde o início das primárias, a 3 de Janeiro.
Um dos “embates” deu-se quando Barack Obama afirmou num comício que “qualquer democrata é melhor que (o candidato oficial republicano desde 04 de Março) John McCain, mas qualquer um dos três é melhor que George W. Bush”.
Em resposta, Hillary Clinton acusou-o de elogiar o campo republicano e declarou: “Precisamos de um candidato que se oponha a John McCain e não que o apoie”.
Obama com mais delegados e mais dólares
Os números do financiamento das campanhas, divulgados no passado fim-de-semana, mostram que Obama está confortavelmente instalado na frente da corrida, com 41 milhões de dólares angariados em Março e 42 milhões disponíveis para gastar em Abril, enquanto Hillary se ficou pelos 20 milhões de dólares angariados e nove milhões para gastar, sem contar com um passivo anunciado de 10,3 milhões.
Até agora, Obama lidera em número de delegados, com 1.646, contra os 1.508 favoráveis a Clinton mas, numa altura em que a corrida está a dez actos eleitorais do fim, parece matematicamente impossível que qualquer um dos candidatos consiga eleger os 2.025 delegados necessários para garantir a nomeação do Partido na Convenção Nacional do Partido Democrata em Agosto.
Isso deixa a eleição nas mãos dos chamados super-delegados, os cerca de 800 membros do partido que podem votar em qualquer um dos candidatos independentemente dos resultados das primárias e dos caucus.
Fonte: Sic
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Morreu hoje, aos 90 anos, Edward Lorenz, pai da Teoria do Caos. Lorenz defendia que pequenos acontecimentos num ponto do planeta podem originar grandes mudanças no ponto oposto – o chamado efeito borboleta. O anúncio da sua morte foi feito pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), a que Lorenz pertencia.
Lorenz, meteorologista de formação, defendeu na década de 60 que pequenas alterações em qualquer sistema dinâmico, como a atmosfera, que bem conhecia, podem desencadear grandes transformações, mesmo a muitos milhares de quilómetros de distância. Em 1972 defendeu a sua teoria num estudo a que chamou: “Previsibilidade: o bater de asa de uma borboleta no Brasil pode originar um tornado no Texas?”
Nascido em 1917 em West Hartford, no Connecticut, Lorenz formou-se em matemática em Harvard, em 1940 e especializou-se depois em meteorologia no MIT entre 1943 e 1948. A inclinação para esta área surgiu quando cumpria serviço militar, durante a II Grande Guerra, onde trabalhou na previsão meteorológica para a Força Aérea norte-americana.
“Quando era pequeno fascinavam-me os números e as alterações do tempo”, disse um dia numa autobiografia. Kerry Emanuel, professor de ciências atmosféricas no MIT defende que Lorenz foi o motor daquilo a que chama a terceira revolução científica do século XX: “mostrando que certos sistemas determinísticos apresentam limites de previsibilidade, Lorenz cravou o último prego no caixão do Universo cartesiano e impulsionou aquilo a que podemos chamar a terceira revolução científica do século XX, abrindo caminho para a relatividade e para a física quântica”.
Sobre Lorenz, Emanuel acrescenta que “era um perfeito cavalheiro e, pelo seu nível de inteligência, integridade e humildade, elevou o seu padrão de valores, e o das gerações que com ele privaram, a um nível muito alto. Em 1991, quando ganhou o prémio Kyoto (que distingue quem contribui com a ciência, cultura e espiritualidade para o bem da humanidade), o júri defendeu a escolha do seu nome dizendo que a Teoria do Caos determinístico influenciou um conjunto vasto de ciências básicas e introduziu uma das mais dramáticas mudanças desde Newton sobre o modo como a humanidade vê a natureza”.
Lorenz, que até às duas últimas semanas de vida se manteve sempre activo, deixa três filhos e quatro netos.
Fonte: Público
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O Papa Bento XVI celebrou hoje missa para mais de 48 mil pessoas reunidas no recém inaugurado Nationals Park Stadium, em Washington, referindo-se pela terceira vez desde o início da viagem aos EUA ao escândalo de pedofilia que abalou a Igreja católica no país, mas pedindo aos fiéis para continuarem a confiar no clero.
“Nenhuma palavra minha pode descrever o sofrimento e os danos causados por tais abusos”, declarou o Papa, referindo-se aos abusos sexuais contra menores cometidos ao longo de décadas por padres católicos. Os abusos permaneceram cobertos durante décadas, muitas vezes com a conivência da hierarquia eclesiástica, e só em 2002 a verdadeira dimensão do escândalo se tornou conhecida, levando as dioceses americanas a pagar mais de dois mil milhões de dólares em indemnizações às vítimas.
Bento XVI considera que, nos últimos anos, a Igreja católica fez grandes esforços para lidar “de forma honesta e justa” com as consequências deste escândalo, mas admite que os “danos causados na comunidade da Igreja” ainda não foram ultrapassados.
O Sumo Pontífice pede por, isso, aos católicos para apoiarem as vítimas e se reconciliarem com o clero, lembrando que a percentagem dos envolvidos no escândalo era muito pequena. “Peço-vos que ameis os vossos padres e que reconheçais o excelente trabalho que eles fazem”, apelou.
A eucaristia de hoje no estádio que o Presidente norte-americano, George W. Bush, inaugurou à menos de um mês, foi a primeira grande celebração realizada por Bento XVI desde a sua chegada a território norte-americano, na terça-feira. Amanhã, o líder da Igreja católica segue para Nova Iorque, onde no dia seguinte celebrará missa na catedral de Saint Patrick, mas o acontecimento mais mediático está agendado para domingo, altura em que visitará o Ground Zero.
Na celebração de hoje, o primeiro evento não relacionado com basebol realizado no novo estádio, participaram cerca de 300 padres, que distribuíram a comunhão às dezenas de milhares de fiéis presentes e quatro coros, com um total de 570 elementos, a que se juntou o cantor lírico espanhol Placido Domingos.
Fonte: Público
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Foi numa atmosfera de pompa e exultação que o Presidente norte-americano recebeu na Casa Branca o Sumo Pontífice da Igreja Católica; um aparato raro no protocolo da Casa Branca.
Acompanhado da primeira-dama, Laura Bush, o Presidente dos Estados Unidos recebeu Bento XVI no extremo de uma passadeira vermelha. Os dois líderes encaminharam-se, de seguida, para uma plataforma montada sobre o “Relvado Sul”. Sentados lado a lado, ouviram a interpretação do hino da Santa Sé pela Banda dos Marines, entrecortada por salvas de canhões. A expensas do protocolo, a multidão cantou por duas ocasiões um sonoro Happy Birthday perante o sorriso de Bento XVI. “Deus abençoe a América”, lançou o Papa.
Numa curta declaração de boas-vindas, George W. Bush resumiu o significado da visita do Papa aos Estados Unidos.
“Precisamos da sua mensagem para rejeitar esta ditadura do relativismo e abraçar a cultura da justiça e da verdade”, declarou o Presidente dos Estados Unidos. “Num Mundo em que alguns vêem na liberdade apenas o direito de fazer o que desejam, precisamos da sua mensagem de que a verdadeira liberdade exige que vivamos a nossa liberdade não só para nós mesmos, mas num espírito de apoio mútuo”.
Defesa da diplomacia internacional
Antes de rumar com o anfitrião ao recato da Sala Oval, para uma conversa à porta fechada sobre os grandes temas da política internacional – Direitos Humanos, liberdades religiosas, imigração, situação no Médio Oriente e combate global contra o terrorismo e o extremismo religioso - Bento XVI encontrou espaço para fazer a apologia pública da “diplomacia internacional”.
“A América tem-se mostrado tradicionalmente generosa na resposta às necessidades humanas imediatas, apoiando o desenvolvimento e oferecendo socorro às vítimas de catástrofes naturais”, disse o Papa.
“Tenho a certeza de que este cuidado com a grande família humana continuará a encontrar expressão no apoio aos pacientes esforços da diplomacia internacional para resolver os conflitos e promover o progresso”, acrescentou.
Sem qualquer referência à guerra no Iraque, expressamente condenada pelo Vaticano, o Papa Bento XVI temperou depois as suas declarações com a manifestação do seu “grande respeito” pelo pluralismo da sociedade norte-americana.
“Historicamente, não apenas os católicos, mas todos os crentes encontraram aqui a liberdade para adorar a Deus de acordo com as suas consciências”, afirmou.
Perto de 70 milhões de norte-americanos professam o catolicismo.
Luta contra o terrorismo com respeito pelos Direitos Humanos
O Iraque ficou reservado para a declaração comum que resumiu o encontro na Sala Oval.
Bush e Bento XVI sublinham a sua “preocupação comum” com “a situação precária das comunidades cristãs naquele país e na região”. E manifestam “a esperança de que a violência chegue ao fim e que seja encontrada uma solução rápida e global para a crise que afecta a região”.
Quanto à luta contra o terrorismo, a tónica recai no respeito pelos Direitos Humanos. Ambos os líderes “evocaram a necessidade de lutar contra o terrorismo com meios apropriados, respeitando a pessoa humana e os seus direitos”, segundo o comunicado.
O Presidente dos Estados Unidos e o Sumo Pontífice da Igreja Católica são dois líderes mundiais com muitas posições análogas - a oposição ao aborto, à investigação em células embrionárias e ao casamento entre homossexuais, por exemplo. Mas divergem quanto a questões como a guerra no Iraque, a pena de morte, o embargo que os Estados Unidos mantêm contra o regime cubano ou mesmo as políticas ambientais e de segurança social.
Fonte: RTP
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Um tribunal federal norte-americano condenou esta terça-feira Deborah Jeane Palfrey, de 52 anos, por lenocínio e lavagem de dinheiro, noticia a Fox News. Palfrey ficou conhecida como a «Madame de Washington», por ter liderado durante anos uma rede de prostituição de luxo frequentada por políticos influentes da capital dos EUA.
Durante o julgamento, Palfrey negou sempre ter conhecimento do que se passava entre as acompanhantes e os seus clientes, mas os testemunhos de 13 antigas prostitutas e de um senador foram determinantes para a condenação da «madame».
O senador republicano do Louisiana, David Vitter, foi uma das testemunhas arroladas pela acusação. Vitter fez um pedido de desculpas públicas, admitindo «um pecado muito grave».
O escândalo sexual atingiu também um alto funcionário da secretaria de estado norte-americana. Randall L. Tobias pediu a demissão do cargo depois de confessar na televisão pública que usava os serviços da «Madame de Washington»
Fonte: Portugal Diário
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A bordo do avião que o conduzia a Washington, o Papa evocou o dossiê doloroso para a Igreja católica norte-americano do escândalo dos padres pedófilos, manifestando a sua “vergonha”.
“Temos muita vergonha”, declarou o papa aos jornalistas no avião. “A Igreja fará todo o possível para curar as feridas causadas pelos padres pedófilos” e garantir que “tais comportamentos não se repetirão”, acrescentou.
Ao descer do avião pouco antes das 20:00 (hora de Lisboa) (16:00 hora local), o Papa foi recebido com carácter excepcional pelo presidente George W. Bush, um protestante, a sua mulher, Laura, e a filha, Jenna, que, vestidas de negro, lhe apertaram a mão demoradamente na pista das base aérea de Andrews, perto de Washington.
É a primeira vez na história americana que o presidente dos Estados Unidos se desloca em pessoa para receber um chefe de Estado no aeroporto.
Sorridente, o Santo Padre, que completa quarta-feira 81 anos, visivelmente atento e em forma, saudou os prelados e acenou à multidão.
É a primeira visita de Bento XVI aos Estados Unidos desde que foi eleito há três anos e a nona visita de um Papa a este país.
O soberano pontífice vai a Washington e a Nova Iorque onde pronuncia um discurso perante as Nações Unidas, sexta-feira, celebra duas missas em estádios na presença de dezenas de milhar de pessoas e visita o local dos atentados do 11 de Setembro de 2001 no Ground Zero.
Em Washington, é recebido quarta-feira na Casa Branca, saudado por uma salva de 21 tiros de canhão perante 9.000 a 12.000 convidados.
Terá discussões com George W. Bush na Sala Oval e a administração norte-americana espera um diálogo “franco” e uma aproximação sobre os “valores comuns” depois das críticas do Vaticano sobre a guerra no Iraque.
Bento XVI precisou terça-feira que falará com o presidente Bush da questão da imigração. Os Estados Unidos devem “ajudar os países, cujos habitantes emigram, a desenvolver-se”, declarou.
Pronunciando no avião palavras de conforto sobre a crise dos padres pedófilos, Bento XVI assegurou que “a Igreja devia absolutamente excluir os pedófilos do ministério sacerdotal”. “Pedófilos não podem ser padres (…) Insisto absolutamente nesta incompatibilidade”, acrescentou o papa.
Fonte: Lusa
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O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter reuniu-se na terça-feira com um ex-ministro do governo do Hamas, desafiando os líderes israelenses, que criticaram o vencedor do Prêmio Nobel da Paz por manter contato com o movimento islâmico.
Carter afirmou pretender visitar a Faixa de Gaza, cujo controle o Hamas assumiu em junho após expulsar dali a facção Fatah, um grupo secular ligado ao presidente palestino, Mahmoud Abbas. Segundo o ex-líder norte-americano, seu pedido foi recusado. Carter, porém, não citou Israel nominalmente.
Um membro da delegação que acompanhou o ex-presidente em sua visita a Ramallah disse que o governo israelense havia rejeitado o pedido.
“Não tive autorização para entrar na Faixa de Gaza. Eu gostaria de ter feito isso. Eu pedi autorização. Mas o pedido foi rechaçado. De toda forma, talvez encontremos uma forma de superar isso. Não sei ainda”, afirmou Carter.
O ex-líder norte-americano deixou o governo israelense indignado com seus planos de encontrar-se na Síria com Khaled Meshaal, importante líder do Hamas, e por descrever a política de Israel para os territórios palestinos ocupados como um “sistema de apartheid” em um livro lançado no ano de 2006.
Apesar das duras críticas feitas por israelense desde que chegou à região, no domingo, Carter reuniu-se com Naser al-Shaer, que ocupou o cargo de vice-primeiro-ministro do governo do Hamas formado após o grupo ter vencido as eleições parlamentares de 2006.
Shaer, que já se reuniu com Abbas várias vezes após o Hamas ter assumido o controle da Faixa de Gaza, é um político islâmico próximo do Hamas.
Carter, que afirmou não estar agindo como negociador ou como mediador, afirmou que pretendia apenas desempenhar o papel de “comunicador” a fim de repassar “aos líderes dos EUA” o que o Hamas e a Síria têm a dizer.
O ex-presidente, que se reuniu com o presidente de Israel, Shimon Peres, no domingo, viu-se ignorado pelo primeiro-ministro do país, Ehud Olmert, e por outros de seus dirigentes.
Na terça-feira, Carter disse que usaria seu encontro com Meshaal para “convencê-lo a aceitar a solução pacífica de suas diferenças, tanto com Israel quanto com a Fatah.”
“Já que a Síria e o Hamas terão de envolver-se no acordo final de paz, os dois deveriam envolver-se nas discussões que tratarão daquele acordo”, afirmou o ex-presidente.
Israel e os EUA tentam isolar o Hamas na Faixa de Gaza e fortalecer Abbas, que controla a Cisjordânia e deu início a negociações de paz com Olmert sob o patrocínio do governo norte-americano.
O atual presidente dos EUA, George W. Bush, e Israel opõem-se aos planos de Carter de reunir-se com Meshaal.
Fonte: Reuters
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O Papa Bento XVI afirmou hoje sentir “profunda vergonha” pelo escândalo de abuso sexual de menores envolvendo padres católicos norte-americanos e prometeu tudo fazer para que pedófilos não possam tornar-se padres.
“É um grande sofrimento para a Igreja nos Estados Unidos, para a Igreja em geral e para mim pessoalmente”, disse. “É-me difícil compreender como foi possível padres traírem desta maneira a sua missão… para com estas crianças”, acrescentou.
“Sinto profunda vergonha e vamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para que isto não possa voltar a acontecer no futuro”, disse o Papa, frisando que vai “excluir os pedófilos do ministério sagrado” e que “é mais importante ter bons padres do que muitos padres”.
“A pedofilia é absolutamente incompatível com o sacerdócio”, acrescentou.
O Papa, que está em viagem para a sua primeira visita aos Estados Unidos, respondeu a quatro questões dos jornalistas que o acompanha, e que foram seleccionadas da totalidade de perguntas submetidas antecipadamente por escrito.
A visita de Bento XVI aos Estados Unidos é a primeira de um Papa desde o escândalo de pedofilia que abalou as dioceses norte-americanas em 2000 e deu origem a processos judiciais que custaram milhões de dólares à Igreja Católica.
Fonte: Jornal de Notícias
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Incia-se hoje a primeira visita do Papa Bento XVI aos EUA, que decorrerá até ao dia 20 de Abril.
Dois momentos particularmente simbólicos marcam a agenda: o discurso na sede da ONU e a visita aos locais dos atentados do 11 de Setembro, o Ground Zero. O Vaticano adiantou que, em relação ao discurso nas Nações Unidas, o Papa irá centrar-se na questão dos Direitos Humanos.
A 18 de Abril, Bento XVI tornar-se-á o terceiro Papa a discursar na sede da ONU, depois de Paulo VI e João Paulo II. O actual Papa irá encontrar-se, em privado, com o Secretário-Geral das Nações Unidas, descendo, em seguida, para a sala da Assembleia-Geral. Segue-se um encontro privado com o presidente da Assembleia, o presidente do Conselho de Segurança e os 60 representantes deste organismo.
Estão previstos, entre outros, 11 discursos e homilias, encontros com o presidente Bush, universitários e jovens católicos, líderes cristãos e representantes de outras religiões.
Uma semana antes da sua partida, Bento XVI enviou uma videomensagem aos habitantes dos EUA, na qual afirma a sua disposição de falar a todos, católicos e fiéis de outras religiões.
Apesar de circunscrita a duas cidades, a visita papal quer ser uma oportunidade para “abraçar todos os católicos que vivem nos EUA”, mais de 67 milhões pessoas que representam 22,6% da população total do país.
A viagem quer ser, ao mesmo tempo, “expressão de fraternidade para com todas as comunidades eclesiais”, bem como “testemunho de amizade para com todos os crentes e todos os homens de boa vontade”.
Um especial destaque merece a intervenção que Bento XVI fará na Assembleia das Nações Unidas. Também aos representantes dos povos do mundo, refere a videomensagem, o Papa levará “a mensagem da esperança cristã”.
Um dos momentos mais simbólicos da visita aos EUA acontece no último dia de viagem, quando Bento XVI se deslocar ao Ground Zero, local dos atentados terroristas do 11 de Setembro de 2001. O Papa lembrará os feridos e as famílias das vítimas, rezando para que encontrem “coragem e esperança” para continuarem com a sua vida. Os atentados do Pentágono e da Pensilvânia merecerão também uma referência.
Fonte: Jornal da Madeira
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