O mundo despertou, da pior forma, para muitas novas realidades a 11 de Setembro de 2001.

Foram quebradas todas as ideias pré-concebidas sobre a segurança, sobre o terrorismo, sobre os terroristas e os alvos, sobre a política interna e externa, e sobre a economia

O mundo, e não só os EUA, mudou.

Desde logo percebeu-se que ninguém está a salvo, esteja quem estiver na liderança. George W. Bush tinha acabado de chegar ao poder
decidiu avançar para o combate. De imediato conseguiu aliados, que também se tornaram ficaram na mira dos terroristas.
A guerra passou a ser global e não uma característica de determinadas zonas do globo.

Foi lançado um ataque ao terrorismo e aos Talibã no Afeganistão. Osama bin Laden foi entitulado de inimigo número um do mundo ocidental. Pouco tempo depois, seguiu-se a ofensiva no Iraque, contestada por muitos, que acabou com a queda de Saddam Hussein.

Mas nenhuma destas acções pôs um ponto final nas acções violentas. Morreram e continuam a morrer milhares de iraquianos e afegãos, bem como soldados norte-americanos e aliados.

Os atentados voltaram a repetir-se, primeiro em Madrid e depois em Londres. Por muitas regras de segurança que existam, há sempre quem as consiga quebrar.

O receio generalizou-se, bem como o reforço das medidas de segurança sobretudo nos aeroportos e dentro dos aviões.

Reflexos na economia

Os ataques de 11 de Setembro de 2001 mudaram também a forma como se entendia a economia global. Os reflexos foram sentidos por todos, sem excepção.

As bolsas caíram, os preços dos combustíveis dispararam. As grandes empresas mundiais ressentiram-se e, afinal, os atentados aconteceram só nos Estados Unidos – que são, no entanto, a maior economia do mundo.

Economia que parecia intocável, mas que ficou muito abalada. Agora, é o epicentro da maior crise mundial desde a II Guerra Mundial.

Homenagem às vítimas

Há oito anos, o Mundo era confrontado com o terrorismo em larga escala.
Quatro aviões de companhias aéreas americanas eram desviados com o objectivo de embater em símbolos dos Estados Unidos. Dois aviões foram contra as Torres Gémeas de Nova Iorque, que acabaram por ruir. Um terceiro avião foi contra o Pentágono. O outro acabou por despenhar-se na Pensilvânia, mas as autoridades norte-americanas acreditam que o alvo era o Capitólio.

O Museu Memorial do 11 de Setembro só deverá estar concluído em 2012, mas tornou pública aquilo a que chama colecção de jornalismo do cidadão sobre a tragédia, num site da Internet.

A fundação adquiriu mais de 500 horas de vídeo, que juntam registos amadores e imagens captadas por profissionais.
Um ano após os ataques às Torres Gémeas, os nova-iorquinos acreditavam na reconstrução do antigo centro financeiro.

Uma ferida aberta em plena Manhattan, para a qual surgiram vários projectos que prometiam atenuar a dor, o trauma, mantendo ainda assim a memória dos acontecimentos e a homenagem às vítimas.

Só em 2006 tiveram início as obras de construção do memorial, a falta de consenso entre políticos, familiares e arquitectos, atrasou o processo.

Oito anos passados, a renovação da zona continua paralisada. A crise não ajudou a acelerar a obra e as cerimónias vão ser marcadas pelo desalento de quem, ano após ano, continua a olhar para a zona de impacto como uma promessa adiada.

O memorial deverá ser inaugurado em 2011, no 10º aniversário da tragédia.

Esta sexta-feira são lidos os nomes das 2752 pessoas que morreram nos ataques, e vários minutos de silêncio sucessivos recordam os momentos em que os aviões chocaram contra os arranha-céus e em que as Torres Gémeas desabaram.

Fonte: Lusa

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