Para o Presidente norte-americano, Washington e Pequim precisam de reforçar as suas relações para confrontarem um conjunto de desafios que vão da recuperação económica global à proliferação nuclear.

“Acredito que estamos obrigados a fazer progressos firmes em algumas das questões mais importantes do nosso tempo”, disse o Presidente norte-americano perante cerca de duas centenas de governantes e diplomatas dos dois países.

Obama disse “não ter a ilusão de que os Estados Unidos e a China vão estar de acordo em todas as questões”, mas frisou que uma cooperação mais estreita em áreas importantes é decisiva para o mundo.

Referiu-se, designadamente, aos conflitos com a Coreia do Norte e o Irão a propósito dos respectivos programas nucleares.

“Não interessa nem aos Estados Unidos nem à China que um terrorista fique na posse de uma bomba ou que se desencadeie uma corrida às armas nucleares na Ásia oriental. É por isso que devemos continuar a cooperar para conseguir a desnuclearização da península coreana”, disse Obama.

Desenvolvimento sustentável

Em matéria de ambiente e dado que os Estados Unidos e a China são responsáveis por cerca de 40% do total de emissões de gases que provocam o efeito de estufa, Obama defendeu que os dois países devem cooperar, com vista à Conferência de Copenhaga de Dezembro próximo mas também para além disso.

“Os Estados Unidos e a China são os dois maiores consumidores de energia do mundo. E somos também os dois maiores emissores de gases com efeito de estufa. Podemos trabalhar juntos e conceber uma resposta mundial às alterações climáticas na Conferência e para além dela”, disse.

Respeito pelas minorias

O Presidente norte-americano apelou, por outro lado, à China para que respeite as liberdades individuais e religiosas e os direitos das minorias.

“Ao mesmo tempo que respeitamos a antiga cultura chinesa e as suas assinaláveis proezas, acreditamos firmemente que se deve respeitar a religião e a cultura de todos os povos e cada um deve poder exprimir-se livremente”, disse.

“Isto inclui as minorias religiosas e étnicas da China, da mesma forma que inclui seguramente as minorias dos Estados Unidos”, acrescentou.

O encontro de hoje e terça-feira em Washington é uma continuação de um diálogo iniciado pela administração Bush, centrado nas tensões económicas entre os dois países. Mas, este ano, por iniciativa da administração Obama, o diálogo foi alargado a questões de política externa.

Fonte: Lusa

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