“Sim, é necessário fazer mais. Pablo Emílio Moncayo e outros 21 dos meus companheiros esperam de nós milagres. Porque fazer o nosso possível já não é suficiente, é preciso ir além do possível”, escreve Ingrid Betancourt num comunicado, divulgado em Paris.

Ingrid Betancourt empenhou-se desde que foi libertada em tudo fazer para obter a libertação destes 22 reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos no âmbito de um acordo com o governo colombiano.

É no agrupamento da nossa energia, das nossas orações, das nossas reflexões, que poderemos fazer mexer a montanha da indiferença e do esquecimento“, adianta.

As FARC acusaram em Abril o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que prometeu erradicar a guerrilha, de bloquear a libertação do cabo Moncayo por ter recusado a presença de mediadores que já tinham intervido em libertações precedentes.

Segundo um relatório oficial recente, há 125 reféns nas mãos dos guerrilheiros marxistas e cerca de 1.500 “desaparecidos” na Colômbia.

Estes números foram vivamente contestados por organizações humanitárias que recordam a existência de centenas de reféns nas mãos das guerrilhas, de grupos paramilitares e ligados ao tráfico de droga.

Ingrid Betancourt também considera que se deve dar “graças a Deus e homenagear os soldados” que a libertaram a 2 de Julho de 2008 sem provocar feridos e as famílias destes, que defende serem “os verdadeiros heróis daquele dia“.

Também tenho de agradecer às mais altas autoridades do Estado colombiano e do Estado francês sem as quais nada teria sido possível“, citando também “os chefes de Estado do continente latino-americano, que pela sua acção contribuíram para esta libertação“.

Fonte: Lusa

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