Registados 166 sequestros desde Janeiro na Venezuela
Colocado por iGuga Team em Rapto, Venezuela“Em cada três dias raptam quatro pessoas sem distinção económica”, diz o jornal El Universal na edição de hoje.
Como exemplo de que os pobres são as novas vítimas dos raptores, a jornalista Maria Isoliett Iglesias narra o caso de uma moradora da cidade de Barinas (700 quilómetros a sudoeste de Caracas) que se encontrava numa paragem de autocarro quando “três homens, em plena luz do dia, a empurraram e lhe tiraram a filha” de três anos de idade.
Poucos dias depois foi contactada e pediram-lhe uma grande quantia de dinheiro. Como o único bem de valor que tinha era um frigorífico, mandou vendê-lo e o valor que reuniu foi o que depois lhe exigiram para libertar a menina, escreve o jornal.
O caso está incluído nas estatísticas da Federação de Produtores de Gado da Venezuela (que recolhe os dados dos sequestros por ser um crime que afecta numerosos produtores de gado), que registou, até 8 de Maio, 134 casos.
Destes 134 sequestros, 60 correspondem a sequestrados que foram libertados (um deles por pressão policial), 33 foram resgatados pelas autoridades, quatro conseguiram escapar do cativeiro e outros quatro faleceram durante o rapto.
“O Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais (CICPC, antiga Polícia Técnica Judiciária), registou 166 (raptos) durante o mesmo período, ou seja, no país sequestram em média quatro venezuelanos cada três dias”, precisa o jornal.
A imprensa não revela os números de raptos tradicionais ocorridos na capital do país, mas avança que se registaram 52 “sequestros expresso” – situações em que a vítima permanece em cativeiro durante poucas horas, até que a família pague o resgate, ou é forçada a fazer levantamentos de dinheiro no multibanco.
Citando o CICPC, o El Universal precisa que o Estado onde ocorrem mais sequestros é Barinas, com 35 sequestros, seguido por Zúlia (28), Carabobo (19), Lara (18) e Anzoátegui com 17.
Entre os sequestradores contam-se “guerrilheiros, paramilitares, dissidentes de cada um deles, bandos organizados sem ideologia política e até grupos de funcionários policiais que, distribuídos por todo o território, se encarregam de sequestrar”.
Segundo dados não oficiais, pelo menos 67 cidadãos de origem portuguesa foram sequestrados na Venezuela desde o início do ano.
Fonte: Lusa
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