A sessão da tarde foi dedicada a debater a questão do Kosovo e ficou assente a necessidade de não haver “nenhum hiato, nenhum vazio” na transição entre a saída da missão Minuk (ONU) e a assunção pela Eulex (União Europeia) da liderança das forças de segurança no território que proclamou recentemente a sua independência da Sérvia e cuja constituição deverá entrar em vigor no domingo.
“É importante esta transição para que a Nato cumpra a sua missão e não tenha que assumir a manutenção da ordem”, sublinhou o ministro, adiantando que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já enviou uma carta quer a Pristina quer a Belgrado dando conta da “reconfiguração e prolongamento” da Minuk.
Severiano Teixeira referiu, ainda, não haver ainda qualquer data agendada para estas alterações, mas estas serão “tão breves quanto possível”.
A oposição da Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, tem atrasado a transição da Minuk para a Eulex.
A Kfor tem no Kosovo uma força de 16 mil tropas, incluindo um batalhão português.
Os ministros da Nato mostraram-se ainda a favor da criação de uma nova força de segurança no Kosovo, a KFS, que o porta-voz da aliança, James Appathurai, caracterizou como “profissional e multi-étnica” e será equipada apenas com armas ligeiras.
Ao fim da tarde de hoje, Severiano Teixeira teve ainda uma reunião bilateral com o seu homólogo francês para debater as prioridades da próxima presidência francesa da UE - que começa a 1 de Julho - na área da Defesa.
A criação de uma defesa europeia comum, já delineada na presidência portuguesa (segundo semestre do ano passado), é um dos objectivos de Paris, disse à Lusa fonte oficial.
Fonte: Lusa
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