As negociações entre Microsoft e Yahoo! estão concentradas, neste momento, em definir um valor para o negócios de buscas da empresa de internet e as conversas devem ser concluídas “na próxima semana”, segundo apuração da agência Reuters.

Os dois lados estão discutindo os termos de um potencial acordo no qual a Microsoft assuma a divisão de buscas do Yahoo!. Antes, surgiram rumores de que o acordo envolveria a compra do serviços de buscas do Yahoo! pela Microsoft. A empresa de Bill Gates ficaria também com uma parte do que sobrasse do Yahoo!, após a venda de ativos do portal na Ásia.

Mas o Yahoo! ainda pode se decidir por um acordo com o Google, se as negociações com a Microsoft não derem certo.

No mês passado, a gigante do software anunciou a retomada do processo de negociação com o Yahoo!. Em comunicado, a empresa de Bill Gates informou que poderia chegar a um tipo de aliança que não envolveria a compra total do portal.

O anúncio foi feito alguns dias depois de a Microsoft retirar a oferta de compra do Yahoo!, que foi rejeitada pelo portal por ser considerada “insuficiente”.

Mas, após a retirada da oferta, analistas apostavam que a fabricante de software poderia tentar novamente um acordo ainda neste ano, caso a empresa de internet não se recuperasse dos efeitos de dois anos de estagnação financeira.

“A Microsoft não está propondo neste momento lançar uma nova oferta de compra de 100% do Yahoo!, mas se reserva o direito de reconsiderar esta alternativa em função do que ocorrer no futuro e das negociações que se desenvolverem com o Yahoo!, com seus acionistas, com nossos acionistas, ou com terceiras partes”, afirmou a empresa de software.

Novela

Em 4 de maio, a Microsoft encerrou a tensa situação que se criou em janeiro, quando lançou uma oferta de compra não-solicitada pelo Yahoo! de US$ 44,6 bilhões –equivalente a US$ 31 por ação.

O Yahoo! rejeitou oferta por considerá-la insuficiente e, apesar de a Microsoft ter se mostrado disposta a elevar o preço a US$ 33 por ação, as negociações não avançaram.

A retirada da oferta da Microsoft surpreendeu muitos analistas, que pensavam que a firma faria qualquer coisa para concluir a operação e poder competir com o líder do mercado, Google.

Fonte: Reuters

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