“Os participantes reconhecem os importantes esforços do governo iraquiano para garantir a segurança e ordem pública, bem como no combate à violência étnica e ao terrorismo”, salienta a declaração final dos mais de 500 delegados de dezenas de nações e organizações presentes.
Esta é uma reunião que se insere no quadro do contrato internacional para o acompanhamento dos objectivos delineados para o Iraque, numa iniciativa conjunta do Iraque, Nações Unidas (ONU) e Banco Mundial.
“O país está a sair do abismo que tanto temíamos, mas a situação ainda é frágil”, consideoru o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O secretário de Estado das Comunidades Portugueses, António Braga, presente nos trabalhos, saudou a “troca de ideias” sobre os progressos. “Portugal aprecia os ambiciosos compromissos do governo do Iraque (…)” no referente às estratégias (…) económica e política seguidas, às reformas sociais encetadas e aos esforços desenvolvidos para dotar de maior segurança o país”, declarou.
O primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nuri al-Maliki, aproveitou o evento para pedir o cancelamento de pagamentos compensatórios reclamados por países vizinhos como a Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Qatar.
O Iraque tem estado a fazer estes pagamentos compensatórios com cinco por cento da sua produção petrolífera, devendo ainda ao Kuwait - pela invasão de 1990 - 28.000 milhões de dólares (18.000 milhões de euros).
Pediu igualmente o perdão da dívida do Iraque, que ascende neste momento a 67.000 milhões de dólares (42.800 milhões de euros).
O executivo de Bagdad considera que não pode estar a ser penalizado por actos cometidos pelo ex-ditador Saddam Hussein.
Fonte: Lusa
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