O director-geral do Banco Mundial (BM), Juan Jose Dabub afirmou que o Banco Mundial não auxilia financeiramente Myanmar, devido a dívidas que o país acumula para com a instituição desde 1988.
Ao contrário, dez camiões militares da Tailândia partiram hoje da capital, Banguecoque, com 100 toneladas de produtos de primeira necessidade para 2,5 milhões de pessoas atingidas no sul de Myanmar pelo ciclone Nargis.
A coluna de auxílio, chefiada pelo comandante Boonsang Niempradit, entregará o carregamento quarta-feira às autoridades de Myanmar na passagem fronteiriça de Mae Son, noroeste da Tailândia.
O governo de Myanmar aceitou segunda-feira que a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) coordene as operações de ajuda humanitária e envie equipas de cooperantes para o país, ao mesmo tempo que mantém as limitações de concessão de vistos a funcionários das agências da ONU e de organizações não governamentais (ONG).
Da ASEAN fazem parte o Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia e o Vietname, além da Birmânia, que aderiu ao grupo em 1997.
Myanmar acolhe domingo em Rangum uma conferência internacional de doadores sobre a ajuda humanitária, devendo estar presente o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O ciclone Nargis, que devastou o sul da antiga Birmânia, fez cerca de 133.600 mortos e desaparecidos e mais de 2,4 milhões feridos, segundo um novo balanço oficial provisório.
A junta militar de Myanmar decretou segunda-feira três dias de luto nacional - de hoje até quinta-feira.
Fonte: Lusa
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