Havana não autorizou esta semana a comentadora política cubana Yoani Sanchez a deslocar-se a Madrid para receber um prestigioso prémio de jornalismo atribuído pelo diário espanhol El Pais.
“Não é preciso privar as pessoas do seu direito de sair do país. Quanto a mim, é necessário dar autorização a todos os que queiram sair” para o estrangeiro , declarou Mariela em resposta a uma pergunta do jornal catalão sobre a vontade crescente dos cubanos de poderem viajar livremente.
Os cubanos que queiram deslocar-se ao estrangeiro têm que obter uma autorização prévia de saída do país, após demoradas e dispendiosas diligências burocráticas.
“As pessoas podem sair, mas com muita dificuldade”, segundo Mariela Castro.
A sobrinha de Fidel Castro, que em Cuba dirige o Centro Nacional de Educação Sexual e milita pelos direitos dos homossexuais, especifica na entrevista que não tem intenções de fazer política em Cuba.
Mariela explica que seu pai, que sucedeu ao irmão mais velho Fidel na liderança dos destinos do Estado cubano, quer introduzir reformas, mas que vai fazer isso “lentamente”, visando sobretudo melhorar o bem estar da população.
“Não queremos instaurar uma sociedade de consumo, mas produzir bens e serviços de que as pessoas precisam” , precisou a filha de Raul Castro, em referência a uma algumas medidas adoptadas recentemente em Cuba permitindo o acesso a certos bens de consumo.
Para Mariela Castro, o Partido Comunista de Cuba, que controla o poder na ilha, é actualmente menos “rígido” que anteriormente, mas continuará a dominar enquanto o país estiver “cercado” pela proximidade geográfica dos Estados Unidos e pelo bloqueio norte-americano.
Fonte: Lusa
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