Tsvangirai é esperado antes em Luanda onde, segundo fonte da presidência angolana, deverá encontrar-se ainda hoje com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
“Vou regressar ao Zimbabué nos próximos dois dias. Regresso para percorrer o país e festejar a vitória”, disse Tsvangirai, líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) numa conferência de imprensa em Pretória.
“O povo é vencedor. E o povo é castigado por ter vencido. Devemos libertar-nos dos que querem roubar a vitória aos seus irmãos e irmãs recorrendo a espingardas e bastões”, disse.
O líder da oposição zimbabueana foi o mais votado na primeira volta das presidenciais de 29 de Março e deverá agora defrontar, na segunda volta, o presidente Robert Mugabe, há 28 anos no poder.
Tsvangirai abandonou o Zimbabué, onde foi ameaçado de processos judiciais por traição, poucos dias depois das eleições e tem viajado por vários países da região austral africana.
O líder do MDC, que desde o início reclama a sua vitória por maioria absoluta nas presidenciais e rejeita os resultados oficiais, esclareceu hoje que aceita participar na segunda volta.
“Eu estou pronto e o povo está pronto”, disse, acrescentando que não participar na segunda volta seria “uma traição” ao povo zimbabueano.
Tsvangirai pôs como condições o destacamento de uma força regional de manutenção de paz para pôr termo à violência que nas últimas semanas fez mais de 30 mortos, centenas de feridos e milhares de deslocados e a presença de observadores internacionais.
A União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-PF, no poder) reagiu a este anúncio afirmando que quer realizar a segunda volta “o mais depressa possível” e acusando Tsvangirai de ter tomado a decisão ao serviço de interesses estranhos ao Zimbabué.
A decisão de Tsvangirai foi “ordenada pelo dono”, disse o porta-voz da ZANU-PF, numa referência à antiga potência colonial, o Reino Unido.
Fonte: Lusa
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