Archive for Maio 10th, 2008

A Microsoft recorreu nesta sexta-feira (9) na Justiça européia contra a multa recorde de 899 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões) imposta pela Comissão Européia –o braço executivo da União Européia– em fevereiro, pelo não cumprimento das obrigações determinadas pelo órgão em 2004 para corrigir violações às regras de concorrência.

“A Microsoft apresentou hoje ante o Tribunal de Primeira Instância [da Justiça européia] uma apelação para anular a decisão da Comissão [Européia] de 27 de fevereiro”, afirmou um porta-voz da empresa de Bill Gates.

“Apresentamos essa apelação em um esforço construtivo de buscar esclarecimentos por parte do tribunal”, disse.

A multa imposta pela Comissão Européia representa o maior valor já cobrado pelo bloco a uma única empresa por não cumprir uma sentença. A comissão afirma que a empresa norte-americana cobrou preços excessivos a seus concorrentes para ceder informações essenciais sobre seus softwares, a fim de que outras empresas fabricassem produtos compatíveis.

Em 2004, após concluir que a Microsoft tinha abusado de sua posição de domínio no mercado de informática, o órgão executivo da UE estabeleceu que a companhia devia oferecer informações às outras empresas. Na ocasião, a empresa também precisou pagar uma multa milionária, no valor de 497 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão).

A decisão foi apoiada pelo Tribunal de Justiça da UE em setembro de 2007, mas, segundo a CE, a Microsoft só começou a cumpri-la adequadamente em 22 de outubro do ano passado.

“A Microsoft é a primeira empresa nos 50 anos de política de concorrência da UE que a Comissão precisa multar por não cumprir com uma decisão antitruste”, afirmou a comissária da UE, Neelie Kroes.

A empresa de informática é acusada de dificultar a compatibilidade do programa Office e de incluir ilegalmente o buscador Explorer como parte do sistema operacional Windows.

A comissária também disse que, ao adotar durante mais de três anos preços excessivos devido à cessão de informação essencial, a companhia norte-americana não incentivou a inovação no mercado de programas de informática.

Fonte: Folha Online

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Os combates ocorreram na localidade de Halba, na região de Akkar.

Os combates desencadeados desde quarta-feira pelas milícias xiitas do Hezbollah já fizeram pelo menos 18 mortos principalmente na zona de oeste de Beirute, de onde os partidários sunitas que apoiam o governo foram expulsos.

Cimeira árabe no Cairo

Entretanto, o primeiro-ministro do Qatar, xeque Hamad ben Jassem Al-Thani, disse que a Síria continua a hesitar em participar na reunião árabe convocada de urgência para por fim aos conflitos no Líbano.

Os ministros dos negócios estrangeiros dos países árabes vão reunir-se domingo no Cairo, no seguimento de um apelo da Arábia Saudita e do Egipto. Estes dois países apoiam o governo de maioria do primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, que está a ser vítima dos ataques armados do movimento xiita Hezbollah, apoiado pela Síria e pelo Irão.

O Líbano desde Novembro de 2006 que está mergulhado numa crise política que paralisa as instituições e impede a eleição do presidente da república, posto que está vago desde o final do mandato em Novembro de 2007 do antigo presidente pró-sírio Emile Lahoud.

A maioria parlamentar libanesa, assim como os Estados Unidos, acusam a Síria e o Irão de bloquear todas as soluções, enquanto a oposição acusa o governo de estar vendido ao Ocidente.

Fonte: Sic

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A distribuição de bens alimentares está a ser realizada exclusivamente pelas forças armadas, que aparentemente o faz de maneira “muito selectiva”, declarou Peter Rottach, que entrou em Myanmar disfarçadamente com um visto de turista.

“Não parece que a massa populacional com carências esteja a ser assistida correctamente”, sublinhou o activista da Diakonie Katastrophenhilfe, uma organização ligada à igreja protestante alemã.

Na capital “há comida, apesar de os preços dos produtos alimentares terem aumentado cerca de 50 por cento, mas é quase impossível encontrar água potável”, indicou Peter Rottach, referindo-se às consequências do ciclone Nargis, que devastou o sul do país no passado fim-de-semana.

“A água das torneiras apresenta uma cor acastanhada e um tremendo odor a putrefacção”, acrescentou o activista alemão.

Por seu turno, a ONG australiana World Vision prognosticou hoje que as consequências do ciclone Nargis em Myanmar poderão ser mais devastadoras do que as do tsunami de Aceh na Indonésia, que em 2004 causou mais de 226 mil mortes e destruiu várias regiões da Ásia.

O responsável máximo desta organização não-governamental, Tim Costello, especificou num comunicado emitido hoje em Rangum que a ajuda internacional está a chegar aos carenciados, mas “a conta-gotas e sem levar em consideração as reais necessidades das vítimas”.

“Fica-se com a impressão de que a assistência está a chegar de forma errada aos destinatários e teme-se o perigo de epidemias”, acrescentou Costello.

A World Vison é uma das poucas organizações internacionais de ajuda humanitária autorizadas a trabalhar em Myanmar, onde tem de se submeter às apertadas restrições impostas pelas autoridades militares.

Foi uma das primeiras a receber luz verde para levar ajuda às vítimas do ciclone, num valor de dois milhões de euros e com 25 especialistas em situações de emergência, que ainda continuam à espera de vistos em Banguecoque para ir às zonas afectadas.

O governo de Myanmar faz nesta altura um balanço oficial de 23.335 mortos e 37.019 desaparecidos em consequência do ciclone Nargis, mas as agências de ajuda humanitária da ONU apontam para um número de entre 63 mil e 102 mil vítimas mortais, além de 220 mil desaparecidos e quase dois milhões de desalojados.

Fonte: Lusa

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Segundo as fontes do imã Sadr, a trégua deve começar hoje ou domingo e o acordo inclui dez pontos aceites pelo governo do Iraque.

O cessar-fogo, a confirmar-se, põe fim a uma série de combates que mataram várias centenas de pessoas e punham os dois milhões de residentes da zona de Sadr City no meio de um campo de batalha.

Mas as forças militares norte-americanas, assim como as forças de segurança iraquianas, dizem que não têm conhecimento de nenhum cessar-fogo.

Um porta-voz do exército dos EUA disse mesmo que hoje foram mortos oito militantes em diversas zonas de Bagdade, elevando para 33 o número de baixas rebeldes desde quinta-feira.

Os confrontos começaram em Março quando o governo iraquiano do primeiro-ministro Nuri al-Maliki ordenou o desmantelamento das milícias armadas.

Fonte: Sic

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Tsvangirai é esperado antes em Luanda onde, segundo fonte da presidência angolana, deverá encontrar-se ainda hoje com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

“Vou regressar ao Zimbabué nos próximos dois dias. Regresso para percorrer o país e festejar a vitória”, disse Tsvangirai, líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) numa conferência de imprensa em Pretória.

“O povo é vencedor. E o povo é castigado por ter vencido. Devemos libertar-nos dos que querem roubar a vitória aos seus irmãos e irmãs recorrendo a espingardas e bastões”, disse.

O líder da oposição zimbabueana foi o mais votado na primeira volta das presidenciais de 29 de Março e deverá agora defrontar, na segunda volta, o presidente Robert Mugabe, há 28 anos no poder.

Tsvangirai abandonou o Zimbabué, onde foi ameaçado de processos judiciais por traição, poucos dias depois das eleições e tem viajado por vários países da região austral africana.

O líder do MDC, que desde o início reclama a sua vitória por maioria absoluta nas presidenciais e rejeita os resultados oficiais, esclareceu hoje que aceita participar na segunda volta.

“Eu estou pronto e o povo está pronto”, disse, acrescentando que não participar na segunda volta seria “uma traição” ao povo zimbabueano.

Tsvangirai pôs como condições o destacamento de uma força regional de manutenção de paz para pôr termo à violência que nas últimas semanas fez mais de 30 mortos, centenas de feridos e milhares de deslocados e a presença de observadores internacionais.

A União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-PF, no poder) reagiu a este anúncio afirmando que quer realizar a segunda volta “o mais depressa possível” e acusando Tsvangirai de ter tomado a decisão ao serviço de interesses estranhos ao Zimbabué.

A decisão de Tsvangirai foi “ordenada pelo dono”, disse o porta-voz da ZANU-PF, numa referência à antiga potência colonial, o Reino Unido.

Fonte: Lusa

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