Investigadores e médicos que estão a acompanhar o caso de incesto na Áustria fizeram esta segunda-feira um ponto de situação.

A polícia concluiu que Josef Fritzl começou a planear o esconderijo na cave em 1978. A filha tinha na altura apenas doze anos. O sequestro e a vida de tormento começaria aos 18.

Tudo foi pensado ao pormenor. Para entrar na cave, de 55 metros quadrados, era preciso atravessar oito portas. A maior pesa meia tonelada.

Tanta segurança e uma espécie de bunker à prova de som permitiu esconder a filha durante 24 anos. Das repetidas violações nasceram sete filhos. Um morreu. Dos seis que ficaram, três foram adoptados pelo próprio Fitzl e pela mulher. Os outros três viviam na cave e nunca tinham visto a luz do dia.

Entre eles, está Kerstin, de 19 anos, gravemente doente e que permitiu deslindar todo este caso. Sofre de uma anomalia genética, típica de incesto, e está hospitalizada.

Os restantes cinco irmãos, a mãe, Elisabeth, agora com 42 anos, e a mulher de Josef Fritzl, de 69 anos, estão numa clínica psiquiátrica.

O advogado de Josef Fritzl quer evitar a prisão daquele que é descrito como um monstro. Defende que quem comete actos desta natureza sofre de uma grave doença mental e, por isso, deve ser internado num hospital psiquiátrico.

Fonte: Sic

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