Archive for Maio 6th, 2008

A junta militar birmanesa elevou para mais de 22 mil o número de mortos provocados pela passagem pelo país do ciclone “Nargis”, no fim-de-semana passado, a que se juntam 41 mil desaparecidos. O Presidente norte-americano voltou a desafiar a Birmânia a aceitar a ajuda dos EUA.

“Deixem os EUA ajudar-vos, ajudar a população”, instou George W. Bush, esta tarde, numa mensagem dirigida aos generais birmaneses, sujeitos há vários anos a pesadas sanções aplicadas por Washington.

A embaixada norte-americana em Rangum disponibilizou até agora 250 mil dólares para ajuda de emergência ao país, atingido pelo mais devastador ciclone a passar pela região desde 1991, altura em que 143 mil pessoas perderam a vida no vizinho Bangladesh.

“Queremos fazer muito mais”, afirmou Bush, pouco depois de assinar um diploma atribuindo à líder da oposição democrática birmanesa, Aung San Suu Kyi, a Medalha de Ouro do Congresso, a mais importante condecoração civil americana.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou que tem já pronta uma equipa de peritos para avaliar quais as necessidades mais urgentes da população, mas o grupo ainda não recebeu luz verde de Rangum. “Estamos disponíveis a mobilizar meios navais para encontrar aqueles que perderam a vida, localizar os desaparecidos e a ajudar a estabilizar a situação”, mas “para isso, a junta tem de autorizar a equipa de peritos a entrar no país”, explicou Bush.

Autoridades duplicam balanço oficial de vítimas

Os últimos números divulgados por Rangum confirmam a dimensão da catástrofe natural, mais do que duplicando o balanço de vítimas admitido ontem pelas autoridades. O Governo birmanês admite agora que o ciclone provocou pelo menos 22.500 mortos e 41 mil desaparecidos, a grande maioria vítima das ondas provocadas pelos ventos fortes e que acabariam por inundar extensas áreas no delta de Irrawaddy. A organização não-governamental Save the Children admite mesmo que o número de vítimas poderá chegar facilmente aos 50 mil.

Segundo a rádio nacional, do total de vítimas apenas 671 pessoas perderam a vida na capital, Rangum, e nos distritos vizinhos. “A maioria das mortes foram provocadas pelas ondas e não pela tempestade em si”, afirmou o ministro para o Socorro e Reinstalação, Maung Maung Swe, explicando que, em algumas zonas, “as ondas tinham mais de 3,5 metros e varreram ou inundaram metade das casas das aldeias costeiras”.

O ministro da Informação, Kyaw Hsan, diz que as autoridades estão a “fazer o seu melhor” para socorrer os sinistrados e levar ajuda aos que perderam as suas casas, mas são muitos os países e organizações que denunciam os entraves colocados pela junta ao envio de assistência. Até ao momento, apenas a China e a Tailândia, países com que a Birmânia mantêm estreitas relações, conseguiram fazer chegar ajuda ao país.

Índia diz ter avisado Birmânia a tempo

As críticas estendem-se à demora na reacção das autoridades, acusadas de terem ignorado os alertas sobre a força do ciclone. Hoje, o serviço de meteorologia indiano revelou que avisou o país vizinho, com 48 horas de antecedência, para a chegada iminente da tempestade.

“Dissemos-lhes qual seria o ponto de impacto (local em terra a ser primeiro atingida pelo ciclone), a sua gravidade e todas as questões relacionadas”, afirmou B.P. Yadav, porta-voz do Departamento de Meteorologia indiano, organismo creditado pela Organização Meteorológica Mundial para acompanhar a evolução de tempestade no oceano Índico e no Sul e Sudeste da Ásia. “Estamos certos de que os prevenimos com grande antecedência. [As autoridades birmanesas] tinham tempo suficiente para adoptar medidas de precaução, tais como evacuar” as zonas costeiras, acrescentou o responsável.

Desde o final do mês passado, que a agência indiana emite boletins regulares destinados à Birmânia, mas também ao Bangladesh e Tailândia, prevenindo-os para a aproximação de um ciclone em formação no golfo de Bengala. Na sexta-feira, horas antes do ciclone se ter começado a sentir, o próprio Bangladesh avisou as autoridades birmanesas que o “Nargis” entraria em terra pela costa Oeste do país, evitando o delta do Ganges, atingido no ano passado pelo superciclone Sidr, que provocou 3300 mortos e mais de 800 desaparecidos.

Fonte: Público

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Um último balanço da situação provocada pela passagem do ciclone “Nargis” pela Birmânia indica que podem ter morrido 15 mil pessoas e mais de 30 mil estarão desaparecidas. A catástrofe já obrigou a junta militar que governa o país a adiar o referendo, marcado para este sábado, nas 47 localidades mais atingidas pelo ciclone.

As autoridades birmanesas reviram hoje em alta o balanço das vítimas do ciclone “Nargis” que devastou aquele país asiático no fim-de-semana passado. Neste momento são já 15 mil os mortos já confirmados da tragédia, com o risco de esta cifra poder ainda vir a aumentar, se se tiver em atenção que há 30 mil desaparecidos. Só na localidade de Bogalay, no sudoeste do país, registaram-se dez mil mortos.

O Nargis, um ciclone de categoria 3 vindo do lado do estreito de Bengala, originou ventos de velocidades superiores a 190 quilómetros por hora.

A junta militar tinha marcado para este sábado um referendo nacional para uma nova Constituição que poderá abrir portas à realização de eleições legislativas que possam normalizar a vida deste país governado com “mão de ferro”. Mas as autoridades anunciaram entretanto que, devido à situação de catástrofe em que o país se encontra, a data do referendo será adiado em algumas regiões, nomeadamente nas 47 localidades mais atingidas pelo ciclone Nargis. Nestas localidades, o referendo foi adiado para o próximo dia 24 de Maio.

A devastação deixada pelo ciclone provocou situações de caos como na prisão de Insein, onde um motim após a tempestade levou a que a polícia matasse 36 prisioneiros amotinados, avançaram grupos de direitos humanos tailandeses.

As Nações Unidas já avançaram com um pedido mundial de ajuda humanitária, que já começou a ser preparada. Segundo organismos da ONU a trabalhar no local, centenas de milhares de pessoas estão sem abrigo e sem acesso a água potável.

A junta militar já fez saber que vai acolher favoravelmente a ajuda internacional para as vítimas, mas sublinhou que as equipas a deslocar para o país deverão negociar com o regime a sua entrada em território nacional, indicou hoje um ministro birmanês.

Para além da destruição, o ciclone pode ter também efeitos devastadores na já frágil situação alimentar mundial. Paul Risley, porta-voz do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, alertou para o facto de duas das principais áreas de produção de arroz da Birmânia terem sido afectadas, o que pode ter efeitos devastadores em dois países vizinhos muito pobres – Sri Lanka e Bangladesh – com quem a Birmânia tinha contratado o fornecimento de milhares de toneladas deste cereal.

Fonte: Público

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Um manifesto-petição contra o Acordo Ortográfico “on-line” desde a passada sexta-feira, por iniciativa de 19 personalidades da cultura, política e economia, reuniu mais de 4000 assinaturas, informou hoje num comunicado um dos seus promotores, Vasco Graça Moura.

Subscrevem o documento Ana Isabel Buescu, António Emiliano, António Lobo Xavier, Eduardo Lourenço, Helena Buescu, Jorge Morais Barbosa, José Pacheco Pereira, José da Silva Peneda, Laura Bulger, Luís Fagundes Duarte, Maria Alzira Seixo, Mário Cláudio, Miguel Veiga, Paulo Teixeira Pinto, Raul Miguel Rosado Fernandes, Vasco Graça Moura, Vítor Manuel Aguiar e Silva, Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho e Zita Seabra.

A este grupo, segundo o comunicado, juntou-se entretanto o poeta e documento Manuel Alegre.

Por se terem reunido os “requisitos legais mínimos”, os promotores vão agora solicitar a discussão do documento, dirigido aos Presidentes da República e da Assembleia República e ao Primeiro-Ministro, aos quais será “oportunamente entregue”.

Envolver a opinião pública

O Manifesto, diz o comunicado, “pretende contribuir com um poderoso movimento de reflexão, apoiado pela opinião pública, sobre os defeitos do Acordo Ortográfico e a necessidade de o bloquear”.

Com “inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades”, “mal concebida”, “desconchavada”, “sem critério de rigor”, “desnecessária” e “perniciosa”, além de ter “custos financeiros não calculados”, é como os signatários vêem a projectada reforma ortográfica, que a Assembleia da República vai discutir e votar no dia 15.

Lamenta-se no Manifesto que “pareceres científicos e técnicos” como, por exemplo, o de Óscar Lopes não tivessem sido tomados em consideração e que se avance “atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica”.

Ao Ministério da Educação, os peticionários instam a “assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto”.

Acordo data de 1990

“Recusamos”, declara-se no final do Manifesto, “deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania”.

O Acordo Ortográfico, que visa unificar a escrita do português, foi alcançado em finais de 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994 mas apenas três dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe) aprovaram quer o acordo quer os dois protocolos modificativos entretanto estabelecidos entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

O segundo desses protocolos, de 2004, prevê que é suficiente a ratificação do texto por três países para que o mesmo entre em vigor.

Fonte: Público

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Investigadores e médicos que estão a acompanhar o caso de incesto na Áustria fizeram esta segunda-feira um ponto de situação.

A polícia concluiu que Josef Fritzl começou a planear o esconderijo na cave em 1978. A filha tinha na altura apenas doze anos. O sequestro e a vida de tormento começaria aos 18.

Tudo foi pensado ao pormenor. Para entrar na cave, de 55 metros quadrados, era preciso atravessar oito portas. A maior pesa meia tonelada.

Tanta segurança e uma espécie de bunker à prova de som permitiu esconder a filha durante 24 anos. Das repetidas violações nasceram sete filhos. Um morreu. Dos seis que ficaram, três foram adoptados pelo próprio Fitzl e pela mulher. Os outros três viviam na cave e nunca tinham visto a luz do dia.

Entre eles, está Kerstin, de 19 anos, gravemente doente e que permitiu deslindar todo este caso. Sofre de uma anomalia genética, típica de incesto, e está hospitalizada.

Os restantes cinco irmãos, a mãe, Elisabeth, agora com 42 anos, e a mulher de Josef Fritzl, de 69 anos, estão numa clínica psiquiátrica.

O advogado de Josef Fritzl quer evitar a prisão daquele que é descrito como um monstro. Defende que quem comete actos desta natureza sofre de uma grave doença mental e, por isso, deve ser internado num hospital psiquiátrico.

Fonte: Sic

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As ações do Yahoo! fecharam com queda de 15% nesta segunda-feira (5), no primeiro dia de funcionamento do mercado após a decisão da Microsoft de retirar a oferta pela empresa de internet.

A retirada da oferta pela gigante norte-americana de softwares aconteceu após as empresas não alcançarem um acordo sobre o preço da negociação, que durou cerca de três meses.

Em reunião ocorrida no sábado (3), o Yahoo! concordou em reduzir o preço pedido pela empresa para US$ 53 bilhões (US$ 37 por ação). Contudo, o executivo-chefe da Microsoft, Steve Ballmer, já havia ressaltado que a sua empresa estava disposta a pagar o máximo de US$ 47,5 bilhões (US$ 33 por ação).

Nesta segunda-feira, o valor da ação do Yahoo! fechou valendo U$24,37, enquanto na sexta-feira (2) –quando ainda eram grandes as expectativas por uma fusão– as ações fecharam em US$ 28,67. Na abertura do mercado nesta segunda-feira, as ações eram negociadas a US$ 23, representando queda de cerca de 20%.

A queda no valor das ações da empresa de internet contribuiu para que a Bolsa tecnológica Nasdaq fechasse o dia em baixa de 0,52% pelo indicador Nasdaq Composite, com 2.464 pontos.

As ações da Microsoft apresentaram ligeira queda, de 0,55%, avaliadas em US$ 29,08. Na sexta-feira fechou em US$ 29,24.

Já as ações do Google –rival de ambas as empresas e um dos principais beneficiados com o fracasso das negociações– apresentou alta de 2,34%, sendo negociadas a US$ 594,90.

Pressão

Analistas e investidores afirmam que a desistência da Microsoft em adquirir o Yahoo! deve desencadear uma nova rodada de negociações entre os principais atores da internet, que buscam ganhar “musculatura” no crescente e lucrativo segmento de publicidade on-line.

Segundo analistas, é grande a pressão sobre o Yahoo! para conseguir uma solução rápida afim de evitar uma maior desvalorização de suas ações. A avaliação é de que o Yahoo! deve agora levar adiante negociações iniciadas nas últimas semanas com Google e AOL.

A pressão se deve ao fato de que a queda no valor da empresa pode gerar uma enxurrada de processos de acionistas, descontentes com o fracasso da negociação com a Microsoft.

Durante as negociações com a empresa de softwares, o Yahoo! viu seu valor de mercado crescer quase 50% desde a primeira oferta da Microsoft, em 31 de janeiro deste ano.

Fonte: Folha Online

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