Apoiantes do presidente Evo Morales tentaram perturbar a votação, considerada ilegal pelo Governo, que acusa a região de “separatismo”.
Nos arredores de Santa Cruz, a capital da região, apoiantes de Morales envolveram-se em confrontos, com paus e pedras, com apoiantes da autonomia.
Segundo fontes médicas citadas por um canal de televisão, a maioria dos feridos que resultaram destes confrontos são de uma bairro denominado Plan 3.000.
Os manifestantes conseguiram queimar urnas e boletins de voto num dos locais de votação.
“Este referendo foi fomentado pelos patrões para nos roubarem os recursos e oferecerem-nos às multinacionais”, afirmou um dos apoiantes de Morales.
Declarado inconstitucional pelo Tribunal Eleitoral nacional, o referendo foi contudo validado pela sua representação regional de Santa Cruz, que entrou em dissidência.
“Estamos satisfeitos com a jornada eleitoral. Perto de 97 por cento das assembleias de voto funcionaram normalmente”, disse Jose Ernersto Zambrana, da organização do referendo.
Perto de um milhão de eleitores são chamados às urnas na região que reivindica o direito de gerir os seus recursos e de criar a sua própria força policial.
O poder central afirmou que não atribuirá qualquer valor jurídico ao referendo, cujos resultados deverão ser conhecidos durante a noite.
As sondagens prevêem mais de 70 por cento dos votos a favor do “sim”.
Centenas de polícias foram enviados para Santa Cruz para reforçar a segurança.
A Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, tem nove milhões de habitantes, um quarto dos quais vive na província de Santa Cruz (a maior do país, com 370 mil quilómetros quadrados), cujo tecido económico produz mais de um terço da riqueza nacional.
Fonte: Sic
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