“O Governo central chinês e os representantes privados do Dali Lama concordaram em realizar novos contactos e consultas em data adequada“, refere a agência noticiosa chinesa.
As conversações entre os enviados do Dalai Lama e oficiais chineses tiveram hoje início, mas o Governo tibetano no exílio diz que só anunciará resultados do encontro depois do regresso dos emissários à Índia.
Pequim disponibilizou-se no mês passado a retomar o diálogo com representantes do Dalai Lama, após uma série de manifestações em todo o Mundo contra a repressão chinesa no Tibete, que perturbaram a passagem da chama olímpica em várias cidades e deram uma imagem desastrosa do regime a algumas semanas dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Pequim afirma que 22 pessoas foram mortas nos tumultos no Tibete desde 10 de Março, quando começou um movimento anti-China em Lassa, mas os tibetanos no exílio dão conta de 203 mortos e mais de cinco mil detidos.
O 14 Dalai Lama, Tenzin Gyatso, que fugiu para o exílio na Índia em 1959, advoga uma autonomia significativa para o Tibete em vez da independência e tem denunciado o “genocídio cultural” na região, que tem uma tradição budista distinta do resto da China
Fonte: Sic
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