Archive for 17 de Abril, 2008

A empresa de software de código aberto Red Hat deve abandonar os planos de lançar um sistema operacional que concorra diretamente com o Windows Vista, da Microsoft.

No ano passado, a empresa sediada nos Estados Unidos anunciou planos de desenvolver uma versão do Linux que conteria todas as funcionalidades do Windows. Essa versão seria vendida em países em desenvolvimento.

No entanto, o diretor de tecnologia da Red Hat, Brian Stevens, afirmou no dia 15 de Abril que a empresa ainda vai determinar se há demanda para esse produto.

“É pior vender 100 mil unidades do que não vender nenhuma diante do compromisso que você assume”, afirmou o executivo.

Fonte: Folha Online

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O preço do barril de petróleo ultrapassou hoje, pela primeira vez, a barreira dos 115 dólares no mercado de Nova Iorque, depois de conhecida uma queda inesperada das reservas norte-americanas e de o dólar ter atingido um novo mínimo face ao euro.

O máximo foi atingido às 14h35 no New York Mercantile Exchange (Nymex), altura em que o barril de “light sweet crude” para entrega em Maio se cotava nos 115,07 dólares. A cotação viria a baixar, terminando a sessão nos 114,93 dólares, ou seja mais de 50 dólares do que o preço registado há um ano.

Em Londres, mercado de referência para as importações portuguesas, o barril de Brent do mar do Norte atingiu também um novo máximo, fixando-se nos 112,79 dólares.

A subida de hoje foi inflacionada pela revelação de que as reservas petrolíferas americanas estão abaixo do previsto, numa altura em que a procura mundial continua forte, em especial por parte de países emergentes como a China.

A contribuir para a subida dos preços está também uma nova desvalorização do dólar face ao euro (as transacções são efectuadas em dólares), com a moeda única a cotar-se nos 1,59 dólares.

Fonte: Público

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Pelo segundo dia consecutivo, a população zimbabueana mostra-se pouco inclinada a aderir a uma greve geral convocada pelo MDC no quadro do combate pela publicação dos resultados das presidenciais, guardados desde 29 de Março nas gavetas da Comissão Eleitoral. Na capital Harare, comércio, escritórios e bancos permanecem de portas abertas. E até o dispositivo policial implementado na véspera começa a ser aliviado.

Perante o escasso impacto da paralisação – que poderá também ser justificado com o facto de apenas 20 por cento da população activa possuir um emprego –, o MDC prepara-se para rever a sua estratégia. Isso mesmo foi adiantado pelo porta-voz do partido de Morgan Tsvangirai, Nelson Chamisa, que no entanto se escusa a admitir a ideia de um fracasso.

De acordo com Chamisa, mais de 50 membros e partidários do MDC foram detidos pelas autoridades nas últimas 48 horas, sobretudo em incidentes ocorridos nos arredores de Harare e Bulawayo. Entre os detidos está o deputado Marvelous Khumalo, recém-eleito pelo círculo de Chitungwiza.

“Não sabemos por que razão foram detidos. Não é crime fazer greve. Crime é o que a Comissão Eleitoral está a fazer, ao não publicar os resultados”, afirmou o porta-voz do MDC, em declarações à agência France Presse.

O MDC alega, ainda, que pelo menos dois dos seus militantes foram mortos por partidários do Presidente Robert Mugabe. A polícia confirma uma morte, mas descarta quaisquer motivações políticas.

A polícia confirma as detenções de 56 pessoas acusadas de perturbação da ordem pública e outros actos de violência.

Tensão em crescendo

O MDC continua a clamar vitória à primeira volta das eleições presidenciais. Contudo, depois de ter excluído enfrentar Robert Mugabe numa segunda volta, o líder da Oposição, Morgan Tsvangirai, veio na terça-feira admitir nova ronda do duelo pela Presidência, mas apenas se o escrutínio for acompanhado por observadores internacionais.

A Comissão Eleitoral do país argumenta agora que não poderá divulgar os resultados oficiais e definitivos das presidenciais enquanto não proceder a uma recontagem parcial dos votos das eleições gerais – presidenciais, legislativas (câmara baixa e Senado) e locais.

A União Nacional Africana do Zimbabué – Frente Patriótica (Zanu-PF), partido no poder, exigiu a recontagem de votos em todos os círculos onde foi batida pela Oposição.

Entretanto, uma associação independente de médicos do Zimbabué apresentou o seu próprio balanço do que caracterizou como actos de “violência organizada ou tortura”. Pelo menos 157 pessoas, afirma a denominada Associação Zimbabueana dos Médicos pelos Direitos Humanos, foram assistidas entre 29 de Março e 14 de Abril.

Situação no Zimbabué discutida em Nova Iorque

A situação de impasse no Zimbabué foi abordada esta quarta-feira numa reunião de alto nível no Conselho de Segurança das Nações Unidas, com o secretário-geral da Organização, Ban Ki-moon, a apelar a uma “acção decisiva” para solucionar a crise naquele país.

Na agenda oficial do encontro, pedido pelo Presidente sul-africano Thabo Mbeki, inscrevia-se o objectivo da coordenação de esforços entre ONU e União Africana para fazer face a conflitos regionais, designadamente na Somália e na região sudanesa de Darfur. Mas foi o dossier do Zimbabué que marcou os trabalhos entre líderes ocidentais e africanos.

Numa das intervenções mais críticas, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou que “ninguém acredita” que Robert Mugabe tenha conseguido revalidar o seu mandato nas urnas.

“Ninguém acredita, face aos resultados nas assembleias de voto, que o Presidente Mugabe tenha vencido as eleições”, sustentou Brown. “Uma eleição roubada não será uma eleição democrática”, acrescentou.

Por sua vez, o secretário-geral das Nações Unidas afirmou que o desfecho da crise política no Zimbabué poderá afectar “a credibilidade do processo democrático em África”.

“As autoridades zimbabueanas e os países da região afirmam que a crise deve ser resolvida a nível regional, mas a comunidade internacional continua a observar e a aguardar uma acção decisiva”, frisou Ban Ki-moon.

Fonte: RTP

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Pelo menos 17 palestinianos, incluindo um operador de imagem da agência Reuters, foram mortos em raides da aviação israelita contra a Faixa de Gaza, lançados horas depois de três soldados terem perdido a vida numa emboscada reivindicada pelo Hamas.

O ataque mais mortífero ocorreu ao início da tarde, na região central do território palestiniano, quando um helicóptero israelita disparou vários mísseis contra um grupo de combatentes que se estariam a preparar para disparar obuses contra Israel. A AFP adianta que um ou mais projécteis acabariam por atingir um grupo de civis que se encontravam no campo de refugiados de Bureij. Entre as vítimas mortais do ataque, que feriu outras 17 pessoas, contam-se duas crianças, adiantam fontes hospitalares palestinianas.

Pouco depois, no mesmo sector, foi atacado o carro em que seguia Fadel Chanaa, um operador de câmara palestiniano de 23 anos, a trabalhar para a Reuters. Segundo a agência britânica, o veículo estava identificado com as letras “TV”, o que não impediu que fosse atingido por um míssil. Outros dois civis que se encontravam no local morreram no ataque, que o Exército israelita não confirmou ainda.

Os ataques desta tarde surgem em retaliação pela morte de três soldados israelitas, esta manhã, numa emboscada junto ao terminal de combustíveis de Nahal Oz, na fronteira com a Faixa de Gaza. A acção, descrita como “sofisticada”, foi reivindicada pelo braço armado do Hamas, o movimento que controla a Faixa de Gaza.

Os islamistas garantem não ter perdido nenhum operacional na emboscada, durante a qual foram usados munições pesadas, mas o Exército israelita adianta ter morto quatro dos oito atacantes. Um quinto activista do Hamas foi morto num terceiro raide aéreo, que provocou ainda ferimentos em outras três pessoas.

Apesar do ataque, o Governo israelita decidiu autorizar o reinício das entregas de combustível à Faixa de Gaza, suspensas desde o ataque da semana passada contra o terminal de Nahal Oz. O combustível, fornecido pela União Europeia, permite manter em funcionamento a principal central eléctrica de Gaza, que fornece energia a 800 mil residentes na cidade de Gaza e arredores.

Fonte: Público

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O avião de José Ramos-Horta deverá partir de Darwin às 6:30 de quinta-feira (22:00 de quarta-feira em Lisboa).

O presidente é acompanhado por 24 pessoas, incluindo os embaixadores da Austrália em Dili e de Timor-Leste na Austrália.

O bispo norueguês Gunnar Stalsettgg, o filho Loro Horta, o médico pessoal, Rui Araújo, jornalistas e familiares acompanham também o Presidente de Timor-Leste.

No ataque à sua residência pelo grupo do major Alfredo Reinado, José Ramos-Horta foi ferido com balas que lhe rebentaram a parte inferior do pulmão direito “e abriram um buraco negro de quase um palmo nas costas”, como recorda uma das irmãs do Presidente, Rosa Horta Carrascalão.

“O anestesista da clínica australiana do heliporto disse-me mais tarde que, quando mudaram o meu irmão da sala de anestesia para a sala de operações, ele estava a morrer. A cara estava toda azul”, contou Rosa Horta Carrascalão à Lusa.

“Se a ambulância tivesse demorado mais uns minutos ou se o tivessem levado para o hospital central, o Presidente estaria morto”, acrescentou.

“Tenho duas costelas soltas, a décima e a décima primeira do lado direito, que foram separadas da coluna por uma bala”, contou hoje Ramos-Horta à agência Lusa.

“Também fiquei com três estilhaços cá dentro. Um dia, talvez sejam expulsos naturalmente pelo corpo”, disse Ramos-Horta ao explicar as dores que ainda sente, “um desconforto” para o qual continua a ser medicado.

As costelas suspensas e, sobretudo, o facto de as balas terem atingido dois nervos vitais na região abdominal acentuam as dores na posição sentada.

“Não posso estar muito tempo sentado”, explicou o Presidente antes de uma das últimas sessões de fisioterapia em Darwin.

José Ramos-Horta tem estado quase sempre em traje desportivo nesta semana de despedida de Darwin: calções, sapatos de “jogging”, t-shirt branca.

Quando se senta, os calções deixam ver uma enorme mancha púrpura, rectangular, na coxa direita.

“Fizeram um enxerto da pele na perna para fechar a ferida nas costas. Fazem isso quase como daquela maneira de cortar queijo com uma lâmina”, explicou o Presidente sem sinal de incómodo.

O atentado tem ainda contornos por esclarecer.

Ramos Horta disse hoje à Lusa que “Não foi mão timorense”, repetindo a sua convicção de envolvimento estrangeiro.

Marcelo Caetano, o militar que o Presidente reconheceu como sendo o autor dos disparos que o atingiram, é, assim, “uma mão que teve uma mão por trás”.

“Alfredo Reinado e Angelita Pires (assessora legal do major) tinham uma conta em conjunto, com um milhão de dólares, aqui na Austrália”, disse, citando a informação que lhe foi prestada pela Polícia Federal Australiana.

Acredita também que “elementos ligados aos Kopassus indonésios”, as forças especiais com uma longa história durante a ocupação de Timor-Leste, estiveram ligados ao 11 de Fevereiro.

José Ramos-Horta volta a um país ainda com rebeldes à solta mas diz que não tem medo que alguém lhe faça mal.”Nunca tive. Mesmo em 2006 (ano da crise institucional e de segurança em Timor-Leste), ia a todo o lado, até onde havia tiros. Às vezes diziam-me, depois, que tinha sido uma loucura”, contou.

O Presidente vai voltar para a casa onde tudo aconteceu, em Metihaut, e diz ter consciência de que o que se passou a 11 de Fevereiro pode voltar a acontecer.

“Pode. Mas eles não voltam duas vezes ao mesmo sítio”, rematou.

Fonte: RTP

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Foi numa atmosfera de pompa e exultação que o Presidente norte-americano recebeu na Casa Branca o Sumo Pontífice da Igreja Católica; um aparato raro no protocolo da Casa Branca.

Acompanhado da primeira-dama, Laura Bush, o Presidente dos Estados Unidos recebeu Bento XVI no extremo de uma passadeira vermelha. Os dois líderes encaminharam-se, de seguida, para uma plataforma montada sobre o “Relvado Sul”. Sentados lado a lado, ouviram a interpretação do hino da Santa Sé pela Banda dos Marines, entrecortada por salvas de canhões. A expensas do protocolo, a multidão cantou por duas ocasiões um sonoro Happy Birthday perante o sorriso de Bento XVI. “Deus abençoe a América”, lançou o Papa.

Numa curta declaração de boas-vindas, George W. Bush resumiu o significado da visita do Papa aos Estados Unidos.

“Precisamos da sua mensagem para rejeitar esta ditadura do relativismo e abraçar a cultura da justiça e da verdade”, declarou o Presidente dos Estados Unidos. “Num Mundo em que alguns vêem na liberdade apenas o direito de fazer o que desejam, precisamos da sua mensagem de que a verdadeira liberdade exige que vivamos a nossa liberdade não só para nós mesmos, mas num espírito de apoio mútuo”.

Defesa da diplomacia internacional

Antes de rumar com o anfitrião ao recato da Sala Oval, para uma conversa à porta fechada sobre os grandes temas da política internacional – Direitos Humanos, liberdades religiosas, imigração, situação no Médio Oriente e combate global contra o terrorismo e o extremismo religioso - Bento XVI encontrou espaço para fazer a apologia pública da “diplomacia internacional”.

“A América tem-se mostrado tradicionalmente generosa na resposta às necessidades humanas imediatas, apoiando o desenvolvimento e oferecendo socorro às vítimas de catástrofes naturais”, disse o Papa.

“Tenho a certeza de que este cuidado com a grande família humana continuará a encontrar expressão no apoio aos pacientes esforços da diplomacia internacional para resolver os conflitos e promover o progresso”, acrescentou.

Sem qualquer referência à guerra no Iraque, expressamente condenada pelo Vaticano, o Papa Bento XVI temperou depois as suas declarações com a manifestação do seu “grande respeito” pelo pluralismo da sociedade norte-americana.

“Historicamente, não apenas os católicos, mas todos os crentes encontraram aqui a liberdade para adorar a Deus de acordo com as suas consciências”, afirmou.

Perto de 70 milhões de norte-americanos professam o catolicismo.

Luta contra o terrorismo com respeito pelos Direitos Humanos

O Iraque ficou reservado para a declaração comum que resumiu o encontro na Sala Oval.

Bush e Bento XVI sublinham a sua “preocupação comum” com “a situação precária das comunidades cristãs naquele país e na região”. E manifestam “a esperança de que a violência chegue ao fim e que seja encontrada uma solução rápida e global para a crise que afecta a região”.

Quanto à luta contra o terrorismo, a tónica recai no respeito pelos Direitos Humanos. Ambos os líderes “evocaram a necessidade de lutar contra o terrorismo com meios apropriados, respeitando a pessoa humana e os seus direitos”, segundo o comunicado.

O Presidente dos Estados Unidos e o Sumo Pontífice da Igreja Católica são dois líderes mundiais com muitas posições análogas - a oposição ao aborto, à investigação em células embrionárias e ao casamento entre homossexuais, por exemplo. Mas divergem quanto a questões como a guerra no Iraque, a pena de morte, o embargo que os Estados Unidos mantêm contra o regime cubano ou mesmo as políticas ambientais e de segurança social.

Fonte: RTP

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