Foi numa atmosfera de pompa e exultação que o Presidente norte-americano recebeu na Casa Branca o Sumo Pontífice da Igreja Católica; um aparato raro no protocolo da Casa Branca.

Acompanhado da primeira-dama, Laura Bush, o Presidente dos Estados Unidos recebeu Bento XVI no extremo de uma passadeira vermelha. Os dois líderes encaminharam-se, de seguida, para uma plataforma montada sobre o “Relvado Sul”. Sentados lado a lado, ouviram a interpretação do hino da Santa Sé pela Banda dos Marines, entrecortada por salvas de canhões. A expensas do protocolo, a multidão cantou por duas ocasiões um sonoro Happy Birthday perante o sorriso de Bento XVI. “Deus abençoe a América”, lançou o Papa.

Numa curta declaração de boas-vindas, George W. Bush resumiu o significado da visita do Papa aos Estados Unidos.

“Precisamos da sua mensagem para rejeitar esta ditadura do relativismo e abraçar a cultura da justiça e da verdade”, declarou o Presidente dos Estados Unidos. “Num Mundo em que alguns vêem na liberdade apenas o direito de fazer o que desejam, precisamos da sua mensagem de que a verdadeira liberdade exige que vivamos a nossa liberdade não só para nós mesmos, mas num espírito de apoio mútuo”.

Defesa da diplomacia internacional

Antes de rumar com o anfitrião ao recato da Sala Oval, para uma conversa à porta fechada sobre os grandes temas da política internacional – Direitos Humanos, liberdades religiosas, imigração, situação no Médio Oriente e combate global contra o terrorismo e o extremismo religioso - Bento XVI encontrou espaço para fazer a apologia pública da “diplomacia internacional”.

“A América tem-se mostrado tradicionalmente generosa na resposta às necessidades humanas imediatas, apoiando o desenvolvimento e oferecendo socorro às vítimas de catástrofes naturais”, disse o Papa.

“Tenho a certeza de que este cuidado com a grande família humana continuará a encontrar expressão no apoio aos pacientes esforços da diplomacia internacional para resolver os conflitos e promover o progresso”, acrescentou.

Sem qualquer referência à guerra no Iraque, expressamente condenada pelo Vaticano, o Papa Bento XVI temperou depois as suas declarações com a manifestação do seu “grande respeito” pelo pluralismo da sociedade norte-americana.

“Historicamente, não apenas os católicos, mas todos os crentes encontraram aqui a liberdade para adorar a Deus de acordo com as suas consciências”, afirmou.

Perto de 70 milhões de norte-americanos professam o catolicismo.

Luta contra o terrorismo com respeito pelos Direitos Humanos

O Iraque ficou reservado para a declaração comum que resumiu o encontro na Sala Oval.

Bush e Bento XVI sublinham a sua “preocupação comum” com “a situação precária das comunidades cristãs naquele país e na região”. E manifestam “a esperança de que a violência chegue ao fim e que seja encontrada uma solução rápida e global para a crise que afecta a região”.

Quanto à luta contra o terrorismo, a tónica recai no respeito pelos Direitos Humanos. Ambos os líderes “evocaram a necessidade de lutar contra o terrorismo com meios apropriados, respeitando a pessoa humana e os seus direitos”, segundo o comunicado.

O Presidente dos Estados Unidos e o Sumo Pontífice da Igreja Católica são dois líderes mundiais com muitas posições análogas - a oposição ao aborto, à investigação em células embrionárias e ao casamento entre homossexuais, por exemplo. Mas divergem quanto a questões como a guerra no Iraque, a pena de morte, o embargo que os Estados Unidos mantêm contra o regime cubano ou mesmo as políticas ambientais e de segurança social.

Fonte: RTP

Aproveita para ouvir a Bíblia enquanto você fica a par das noticias neste site, a partir do seguinte, link: http://bibliaonline.iguga.com/?option=bible∂=audio&mmenuid=4&menuid=20

Comentar