Segundo dados de uma pesquisa feita pela Harris Interactive, divulgada na última sexta-feira, muitas pessoas estão desconfortáveis com sites que criam conteúdos personalizados a partir de informações pessoais coletadas de quem navega pela internet. Dos 2.513 entrevistados nos Estados Unidos, aproximadamente 60% não se sentem confortáveis quando sites utilizam dados sobre suas atividades online para personalizar conteúdo ou anúncios.

Os resultados da pesquisa podem auxiliar empresas que trabalham com internet a disponibilizar mais benefícios concretos aos seus usuários nesse sentido. De acordo com Alan Westin, da Columbia University, que ajudou a elaborar a pesquisa, as companhias podem, por exemplo, dar descontos em ingressos de cinema ou na compra de eletrônicos em vez “promover” a perda de privacidade do usuário. Para ele, “sistemas de busca gratuitos ou sites de redes sociais fazem parte do DNA do usuário de internet, e uma forma de amenizar a antipatia às ações de marketing é oferecer-lhes benefícios”.

Colin McKay, do gabinete da Comissão de Privacidade do Canadá, explica que as pessoas precisam se dar conta de que os dados que fornecem na internet servem de base para uma campanha publicitária, e que o “marketing faz a transição da conveniência para a invasão”. Isso pode mudar quando internautas começarem a boicotar algumas aplicações, o que somente acontecerá quando tiverem pleno entendimentos da extensão do uso de seus dados pessoais.

A pesquisa mostrou que os usuários mais jovens encontram-se mais confortáveis com a distribuição de conteúdo personalizado, principalmente os do grupo entre 18 e 43 anos.

Fonte: AdNews

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