Ataques estão mais focados em sites confiáveis
Posted by: iGuga Team in Informática, Internet, SegurançaA Symantec Corp divulgou na última terça-feira o mais recente Internet Security Threat Report (ISTR), Volume XIII, que revelou ser a web, e não mais as redes, o principal alvo de ataque dos cibercriminosos e que os usuários online podem ser cada vez mais infectados apenas entrando em sites que visitam no dia-a-dia. O relatório foi criado a partir de dados coletados por milhões de sensores de internet, pesquisas em primeira mão e monitoramento de comunicações de hackers, oferecendo uma visão geral do estado da segurança na rede.
No passado, os usuários precisavam acessar sites nocivos ou clicar em anexos de e-mails corrompidos para serem vítimas de uma ameaça à segurança. Hoje, os hackers estão infectando sites legítimos e usando-os como um meio de distribuição para atacar computadores domésticos e corporativos. A Symantec observou que os hackers estão direcionando seus ataques a sites em que os usuários provavelmente confiam, como as redes sociais.
Os criminosos estão se aproveitando de vulnerabilidades específicas que podem ser usadas como plataforma para outros ataques. Nos últimos seis meses de 2007, foram relatadas 11.253 vulnerabilidades de script multi-sites específicas de site na internet. Entretanto, somente 4% delas foram corrigidas durante o mesmo período.
O pishing continua sendo um problema. Nos últimos seis meses de 2007, a Symantec observou 87.963 hospedagens de phishing. Esse número representa um aumento de 167% em comparação ao primeiro semestre de 2007, e as marcas mais atingidas no período do estudo foram do setor financeiro (cerca de 80%).
O relatório também revelou que os Estados Unidos são o país com maior atividade maliciosa, seguido da China, e que 53% dos ataques dirigidos à América Latina são provenientes do país norte-americano. O documento também apontou que as buscas estão voltadas às informações confidenciais dos usuários, que podem ser utilizadas em fraudes de fins econômicos e representaram 68% dos ataques no período da pesquisa.
Além disso, os hackers estão tirando proveito de uma economia paralela mais madura para comprar, vender e comercializar informações roubadas. Cartões de crédito são vendidos nesse mercado e credenciais de conta bancária tornaram-se o item anunciado com maior freqüência, respondendo por 22% de todos os bens.
Fonte: iMasters
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