As manifestações que têm marcado a passagem da tocha olímpica até ao seu destino, em Pequim, podem levar a uma profunda reformulação de todo o conceito, com o Comité Olímpico Internacional a equacionar o cancelamento da estafeta mundial até Pequim e até o fim desta tradição para futuras edições dos Jogos.

Diversas decisões que serão analisadas a partir de hoje, em Pequim, na reunião da comissão executiva do COI. Sobre a anulação das etapas deste ano, o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, declarou à Lusa: “Lamento se isso tiver de acontecer, mas pode ser a solução.” E acrescentou: “É claro que vamos discutir o percurso da chama olímpica. Não o fazer seria incompreensível.”

Contraproducente

Vicente Moura explicou que o sucedido b tocha este ano tem sido “contraproducente” face ao conceito de difusão planetária do espírito olímpico. “Se, em vez de se estar a difundir a mensagem de paz e fraternidade entre os povos, está a associar-se a chama a imagens de manifestações, interromper aquilo que devia ser uma cerimónia pacifista pode ser a solução.”

Para já, a decisão pode passar apenas pela anulação das etapas fora da China.

Fonte: Jornal Record

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