Alguns dos mais recentes atentados da ETA seguiram este padrão: Em Durando, no país basco, em Agosto do ano passado, um carro de matrícula portuguesa, carregado com quase cem quilos de explosivos provocou grande destruição.

Casos houve em que algo não correu bem aos terroristas e o veículo bomba foi abandonado. Como aconteceu em Junho de 2007, junto à fronteira do Guadiana. Um carro carregado de explosivos não detonou. Mais uma vez a viatura tinha matrícula portuguesa.

A hipótese mais provável é que a opção da ETA pelo aluguer de viaturas em Portugal se destine a iludir o controlo das autoridades espanholas. Para isso mesmo aponta o relatório do terrorismo da Europol. A Agência Policial Europeia concluiu por um aumento pouco usual da actividade deste grupo terrorista em solo português, ao longo de 2007.

A Europol registou o uso de viaturas alugadas em Portugal para fins operacionais da ETA, mas também a sua nova preferência por explosivos artesanais. Embora não faça qualquer associação com assaltos a pedreiras e minas portuguesas de onde desapareceram no ano passado quantidades relevantes de dinamite.

A Europol não admite, no entanto, que a ETA esteja sedeada em Portugal, concluindo que França continua a ser a base logística preferencial dos terroristas.

A Europol alerta que o grupo separatista basco não está a dormir. Longe disso, tem-se reinventado em novos métodos, inclusivamente nos de recrutamento.

O relatório da Europol apresentado em Bruxelas mostra que a solução para limitar estas movimentações em Portugal até já pode ter sido encontrada, na criação de equipas de investigação mistas luso-espanholas.

Fonte: TVI

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