Archive for Abril 9th, 2008
As manifestações que têm marcado a passagem da tocha olímpica até ao seu destino, em Pequim, podem levar a uma profunda reformulação de todo o conceito, com o Comité Olímpico Internacional a equacionar o cancelamento da estafeta mundial até Pequim e até o fim desta tradição para futuras edições dos Jogos.
Diversas decisões que serão analisadas a partir de hoje, em Pequim, na reunião da comissão executiva do COI. Sobre a anulação das etapas deste ano, o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, declarou à Lusa: “Lamento se isso tiver de acontecer, mas pode ser a solução.” E acrescentou: “É claro que vamos discutir o percurso da chama olímpica. Não o fazer seria incompreensível.”
Contraproducente
Vicente Moura explicou que o sucedido b tocha este ano tem sido “contraproducente” face ao conceito de difusão planetária do espírito olímpico. “Se, em vez de se estar a difundir a mensagem de paz e fraternidade entre os povos, está a associar-se a chama a imagens de manifestações, interromper aquilo que devia ser uma cerimónia pacifista pode ser a solução.”
Para já, a decisão pode passar apenas pela anulação das etapas fora da China.
Fonte: Jornal Record
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O Banco de Portugal (BdP) vai rever em baixa as previsões de crescimento para 2008 e 2009, no Boletim Económico que será publicado na próxima semana, e, pelo sétimo ano consecutivo, o país deverá registar um crescimento inferior a 2%. Segundo o governador do BdP, Portugal “não está imune” ao abrandamento económico provocado pela crise no sistema financeiro, embora deva crescer acima da média da Zona Euro. O esforço de consolidação orçamental “começa a restaurar” o papel contracíclico das políticas fiscais e orçamentais, disse Vítor Constâncio.
Num almoço-debate organizado pela Câmara de Comércio Luso-Britânica, Constâncio afirmou que Portugal “não vai crescer abaixo da média da Zona Euro, podendo até crescer ligeiramente acima”, embora as projecções do Boletim de Inverno sejam revistas em baixa. Nessa publicação, o BdP estimava um crescimento de 2%, este ano, e de 2,3%, no próximo. Desde 2001, ano em que houve um crescimento de 2%, que a taxa de variação do Produto Interno Bruto tem sido sempre inferior àquele valor. O BCE estima que a Zona Euro cresça 1,8%, este ano.
O governador explicou que embora não haja uma separação total entre a economia dos EUA e a da Europa, esta última está a “resistir melhor”. Constâncio aludiu à falta de confiança entre bancos, que está a impulsionar as taxas de juro interbancárias, afirmando haver impactos da crise por conhecer, e que só com “balanços realistas das instituições financeiras se poderá restaurar a confiança”. “Até ao final do mês, saberemos mais e a situação poderá melhorar”, disse.
Aperto no crédito
O governador avisou que haverá necessidade de recapitalização das instituições financeiras, o que manterá o aperto do crédito por parte dos bancos, mas que subsistem riscos de inflação. Neste cenário, defendeu, há necessidade de políticas públicas com carácter anticíclico, podendo haver intervenções em países e sectores específicos, como o da habitação, nos EUA. “Não haverá recessão na Europa, mesmo que ela ocorra nos Estados Unidos”, garantiu, justificando esta visão com a “dinâmica interna” da União Europeia e a capacidade de exportação para outras áreas económicas além dos EUA.
Constâncio reconheceu que Portugal “não está imune” a impactos negativos no crescimento económico, e admitiu que o país enfrenta “muitos problemas estruturais” e que “as reformas têm de continuar”. Mas entende que a consolidação orçamental já conseguida é “notável”, lembrando que “nunca aconteceu na Europa, em dois anos”.
O discurso do governador acabou por ser mais positivo do que há um mês, quando afirmou que era “prematuro” baixar impostos. Ontem, disse que a redução do défice, se for prosseguida até 2010, “começa a restaurar o papel anticíclico das políticas fiscais e orçamentais”. Pelo meio, houve a redução do IVA.
Fonte: Jornal de Notícias
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Enquanto os dirigentes da União Africana (UA) se mostram preocupados por não conseguirem falar com o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe ordenou uma limpeza à Comissão Eleitoral “por fraude na contagem de votos”. As últimas informações de Harare dão conta de que dezenas de técnicos e funcionários da Comissão eleitoral foram detidos por, segundo o Governo, “desviarem milhares de votos que expressamente eram de Mugabe”.
Tudo leva a crer que a estratégia de Mugabe passa por pressionar a Comissão Eleitoral de modo a que, diz um observador, “como aconteceu noutras eleições, os resultados das presidenciais venham a dar o actual presidente como vencedor”.
O próprio presidente da UA, e também da Tanzânia, Jakaya Kikwete, acredita que o silêncio de Mugabe “faz temer o pior, sobretudo quanto à transparência e verdade das eleições”.
Por outras palavras, segundo a análise de especialistas britânicos, Mugabe cometeu o “erro” de deixar publicar os resultados das eleições parlamentares, onde o seu partido (a Zanu-PF) perdeu a maioria, pelo que “agora vai obrigar a Comissão Eleitoral a dar-lhe a vitória”.
“Como não foi revelado nenhum resultado das pPresidenciais, Mugabe vai conseguir que a recontagem lhe dê a vitória, custe o que custar”, afirma um dos observadores africanos.
Com a Oposição, liderada pelo MDC, a garantir que o seu candidato, Morgan Tsvangirai, venceu Mugabe ao obter mais de 50% dos votos, o que evitaria uma segunda volta, o clima de confronto ganha contornos cada vez mais nítidos. Ao que tudo indica, o próprio Supremo Tribunal, a quem a Oposição recorreu exigindo a rápida divulgação dos resultados, está dependente da decisão de Mugabe.
Em defesa de Mugabe saiu o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, para quem o que se passa no Zimbabué “é perfeitamente normal”, acrescentando que “a comunidade internacional não deve pressionar nem imiscuir-se na soberania do país”.
Fonte: Jornal de Notícias
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O general David Petraeus, graduado norte-americano de maior patente no Iraque, pediu ontem, numa audição de uma comissão do Congresso, o congelamento, a partir de Julho e durante 45 dias, da retirada das tropas destacadas naquele país. “Recomendo à cadeia de comando a continuação da retirada das cinco brigadas de combate enviadas como reforço e que a última a sair, em Julho, dê lugar a um período - de 45 dias - para avaliação e consolidação” da situação, declarou.
“No fim desse período, começaremos a examinar as condições no terreno para, a termo, determinar qual o momento em que poderemos recomendar novas reduções de contingentes” norte-americanos, adiantou.
Os efectivos norte-americanos destacados no Iraque ascendem presentemente a 158 mil, devendo cair para 140 mil até Julho. Petraeus reconheceu perante os congressistas que os progressos verificados em matéria de segurança são ainda “frágeis e reversíveis”.
Fonte: Jornal de Notícias
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Alguns dos mais recentes atentados da ETA seguiram este padrão: Em Durando, no país basco, em Agosto do ano passado, um carro de matrícula portuguesa, carregado com quase cem quilos de explosivos provocou grande destruição.
Casos houve em que algo não correu bem aos terroristas e o veículo bomba foi abandonado. Como aconteceu em Junho de 2007, junto à fronteira do Guadiana. Um carro carregado de explosivos não detonou. Mais uma vez a viatura tinha matrícula portuguesa.
A hipótese mais provável é que a opção da ETA pelo aluguer de viaturas em Portugal se destine a iludir o controlo das autoridades espanholas. Para isso mesmo aponta o relatório do terrorismo da Europol. A Agência Policial Europeia concluiu por um aumento pouco usual da actividade deste grupo terrorista em solo português, ao longo de 2007.
A Europol registou o uso de viaturas alugadas em Portugal para fins operacionais da ETA, mas também a sua nova preferência por explosivos artesanais. Embora não faça qualquer associação com assaltos a pedreiras e minas portuguesas de onde desapareceram no ano passado quantidades relevantes de dinamite.
A Europol não admite, no entanto, que a ETA esteja sedeada em Portugal, concluindo que França continua a ser a base logística preferencial dos terroristas.
A Europol alerta que o grupo separatista basco não está a dormir. Longe disso, tem-se reinventado em novos métodos, inclusivamente nos de recrutamento.
O relatório da Europol apresentado em Bruxelas mostra que a solução para limitar estas movimentações em Portugal até já pode ter sido encontrada, na criação de equipas de investigação mistas luso-espanholas.
Fonte: TVI
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