Paris – A passagem da chama olímpica pela capital francesa tornou-se num verdadeiro pesadelo resultando num fiasco total. As autoridades chinesas acusam a segurança francesa de «incompetentes», estes ripostam e qualificam de «paranóicos» os homens de Pequim.
A chama olímpica apagou cinco vezes durante o atribulado percurso em Paris onde as forças de segurança francesas se confrontaram com uma previsível multidão de defensores dos Direitos Humanos e apoiantes do Tibete.

O percurso inicialmente previsto da chama olímpica pelas ruas do centro de Paris, foi constantemente alterado alegadamente por motivos de segurança, provocando situações de confusão generalizada, e raramente os parisienses conseguiram ver a luz da chama.

Atletas perdidos, ultrapassados pelos acontecimentos, quando os mesmos estavam previstos como portadores da tocha olímpica. Percurso alterado aleatoriamente para fugir às centenas de manifestantes que empunhavam pequenos extintores. Excessos da policia que espancava manifestantes, oferecendo depois algodão para estancarem o sangue das feridas. Organizadores chineses omnipresentes que queriam reduzir ao máximo o tempo do evento. Cartazes pela defesa dos Direitos Humanos arrancados à força pelas autoridades. Em suma, a passagem da chama olímpica por Paris foi um verdadeiro fiasco.

A chama conseguiu chegar finalmente ao estádio de Charléty, mas no interior de um autocarro, dirigindo-se depois, sob protecção para o aeroporto de Roissy.

A China qualificou já de «incompetentes» as forças de segurança francesas enquanto estes ripostam revelando as atitudes «paranóicas» dos representantes chineses os quais estavam obcecados por manter a chama olímpica viva e longe de qualquer multidão ou grupo de manifestantes obrigando por vezes um atleta empunhando a tocha ser obrigado a dar «meia volta» a meio de uma das artérias da cidade. Mesmo assim, alegando «razões técnicas» ou escuros motivos a chama olímpica apagou por cinco vezes.

Segundo editorialistas franceses a «China pretendeu dar uma imagem de globalização e liberdade» confrontando-se agora com a «real democracia» e tendo já perdido a batalha da comunicação a qual está sujeita a severa censura na China mas um «privilégio das democracias». Durante o tumultuoso périplo da chama olímpica a televisão chinesa preferiu omitir as imagens das manifestações optando por imagens turísticas e lacónicas de Paris, reconhecendo porém que «um pequeno grupo de manifestantes tibetanos tentaram» estragar a festa.

Depois de Paris, para alívio das autoridades francesas, é a vez de São Francisco, Estados Unidos, acolher a controversa chama olímpica onde um maior número de manifestantes e opositores à ditadura comunista chinesa aguardam impacientemente. A emblemática Golden Gate expõe já um cartaz com a frase «Free Tibet».

Fonte: Jornal Digital

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