Archive for 8 de Abril, 2008

O líder radical xiita Moqtada al-Sadr desmantelará o seu Exército de Mahdi se os principais responsáveis do clero xiita iraquiano o ordenarem. Esta é a resposta ao ultimato feito hoje pelo primeiro-ministro iraquiano, segundo o qual Sadr apenas poderá participar no processo político iraquiano se dissolver a sua milícia.

“O Exército do Mahdi recebe as suas ordens de Moqtada al-Sadr e das mais altas autoridades xiitas que consulta”, afirmou, em declarações à AFP, Salah Obeidi, porta-voz do movimento Sadr na cidade santa de Najaf, na região centro-sul do Iraque.

Segundo o porta-voz, se os altos responsáveis do clero xiita ordenarem a Moqtada al-Sadr que dissolva a mílicia, então o líder radical “deverá obedecer-lhes”.

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, lançou um ultimato a Sadr para que desmantele a sua milícia se quiser participar no processo político iraquiano. Al-Sadr, que representa uma enorme ameaça para as autoridades iraquianas desde a queda do regime de Saddam Hussein, terá que dissolver o Exército de Mahdi se quiser apresentar-se às próximas eleições. “Foi tomada uma decisão: que Al-Sadr não terá direito a participar no processo político ou participar em futuras eleições a menos que ponha fim às actividades do Exército de Mahdi”, disse Maliki em entrevista à CNN.

Esta decisão acontece apenas alguns dias depois de uma violenta crise em Bassorá, a segunda cidade mais importante do país e principal porto petrolífero do país. O Exército iraquiano lançou uma ofensiva há duas semanas para recuperar o controlo da cidade, o que originou violentos confrontos entre os xiitas leais a al-Sadr e os soldados do Governo. O conflito estendeu-se a outras cidades do país, sobretudo Bagdad, e terminou no passado dia 30 de Março com centenas de mortos (cerca de 700, de acordo com a ONU).

O anúncio de Maliki acontece igualmente dois dias antes da manifestação convocada por al-Sadr para reunir um milhão de pessoas em Bagdad contra a ocupação norte-americana. O confronto entre o Governo, composto maioritariamente por xiitas, e milhões de seguidores de al-Sadr, ameaça dividir ainda mais o país e os xiitas entre si, pondo de novo o Iraque à beira de uma guerra civil.

Fonte: Público

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A tese do complô foi afastada em Março mas ficaram cinco hipóteses em aberto para avaliar. O júri responsável pelo inquérito ao caso da morte da princesa Diana e do seu companheiro, Dodi Al-Fayed, concluiu hoje que o acidente de automóvel que os vitimou é homicídio provocado pela conduta negligente de ambos os condutores dos veículos envolvidos – o Mercedes onde seguia o casal e o Fiat Uno dos paparazzi.

O grupo de onze elementos, seis mulheres e cinco homens, considerou que a elevada taxa de alcoolemia do motorista do carro onde seguia Diana de Gales, Henri Paul, foi um factor decisivo para o acidente que ocorreu a 31 de Agosto de 1997 no túnel da Alma, em Paris, França. De acordo com o júri, o facto da princesa e de Dodi Al-Fayed não levarem cinto de segurança foram factores que também contribuíram para o desfecho trágico do embate.

Recorde-se que no passado dia 31 de Março a teoria da conspiração ficou totalmente afastada quando o juiz de instrução Scott Baker, responsável pelo processo, afirmou que não existiam quaisquer indícios que sustentassem a hipótese da princesa ter sido assassinada.

“Não há provas de que o duque de Edimburgo, marido da Rainha Isabel II, tenha ordenado a morte de Diana e não há provas de que os serviços secretos ou qualquer outro órgão do Governo a tenham programado”, explicou o juiz, citado pela Reuters, antes de iniciar a leitura do resumo do inquérito, aberto a 2 de Outubro de 2007, no Tribunal de Londres, e no qual foram ouvidas mais de 250 testemunhas.

Pai de Dodi culpa Coroa britânica
A tese de conspiração foi oficialmente apresentada pelo pai de Dodi Al Fayed, Mohamed Al Fayed, que garantiu que o príncipe Filipe era culpado pela morte de Diana e do seu namorado. De acordo com o milionário, dono dos armazéns londrinos Harrods, o seu filho ia anunciar em breve o casamento com Diana e esta esperava um bebé seu – dois factores “inconvenientes” para a Coroa britânica, segundo o muçulmano, e motivos suficientes para os assassinarem.

A investigação no Reino Unido só começou dez anos depois do acidente, pois foi necessário aguardar que o processo judicial terminasse em França, país onde ocorreram os factos. À investigação francesa seguiu-se a da polícia britânica. Ambas concluíram que a morte de Diana e do seu companheiro, a 31 de Agosto de 1997 no túnel de Alma, em Paris, se deveu a uma combinação de dois factores: Henri Paul, motorista do Mercedes onde seguia o casal e que também acabou por morrer, conduzia com excesso de velocidade e sob efeito de álcool.

O júri do caso – que em apenas seis meses já custou 3,64 milhões de euros – teve avaliar e escolher uma das cinco hipóteses avançadas pelo juiz responsável pelo caso: simples acidente, acidente por culpa da condução negligente dos dois veículos envolvidos, por culpa do motorista do Mercedes, por culpa do Fiat Uno onde seguiam os paparazzi ou caso inconclusivo – se os elementos considerassem que não dispunham de dados suficientes para decidir por unanimidade. No entanto, o inquérito visa determinar apenas as circunstâncias da morte, pelo que não houve nem acusados nem condenação.

Fonte: Público

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O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, acusou hoje os democratas de fazerem promessas impossíveis de serem cumpridas sobre o Iraque. Em discurso para veteranos de guerra em Kansas, ele disse que uma retirada apressada seria contra os interesses do país. “Isso é o cúmulo da irresponsabilidade”, disse McCain. “É um fracasso de liderança apoiar abertamente o fim da ocupação no Iraque.” Depois de algum tempo longe da campanha presidencial americana, a guerra no Iraque volta a ser protagonista da disputa entre McCain e os democratas Barack Obama e Hillary Clinton, que disputam a indicação do partido para as eleições presidenciais. Os três participarão dos depoimentos do general David Petraeus, comandante dos EUA no Iraque, marcados para amanhã e quarta-feira no Congresso.

O general deve apresentar amanhã um balanço dos cinco anos de conflito e recomendar uma estabilização do contingente americano a partir da metade do ano, quando os EUA terão cerca de 156 mil homens no Iraque e no Afeganistão. Petraeus deve argumentar também que o recrudescimento da violência nas últimas semanas em Basra e em Bagdá seria um sinal da fragilidade do progresso obtido até agora e que o esforço militar americano deve continuar.

A oposição democrata no Congresso, por sua vez, deve pressionar o general. Obama promete iniciar a retirada dos soldados imediatamente após a posse, caso vença as eleições. “Temos hoje mais de 150 mil homens envolvidos em dois conflitos, onde gastamos US$ 400 milhões por dia para ajudar um governo que se recusa a cooperar”, disse hoje Obama. “A pergunta que o general Petraeus ainda não respondeu é: Como esse esforço de guerra no Iraque deixou os americanos mais seguros?” Assim como Obama, Hillary defende a retirada, mas acredita que isso levaria pelo menos dois meses. “É preciso acabar com a guerra da maneira mais rápida e responsável possível”, disse a senadora.

Fonte: A Tarde Online

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O elevado preço do petróleo contrabalançou notícias otimistas no setor de crédito e as bolsas norte-americanas fecharam praticamente estáveis nesta segunda-feira.

Os preços da commodity trouxeram preocupações sobre um impacto nos resultados corporativos do primeiro trimestre. Um dos destaques de baixa do Dow Jones veio da cautela com a Alcoa, que divulgou seus números trimestrais após o fechamento do mercado.

A preocupação ofuscou o otimismo de que a crise de crédito esteja chegando ao fim, após notícias de que o Washington Mutual –maior empresa de poupança e empréstimo dos Estados Unidos– estaria perto de obter uma injeção de 5 bilhões de dólares.

“Essas suposições irão enfrentar uma prova de realidade à medida que as empresas dilvulgem seus resultados do primeiro trimestre”, disse Jim Awad, chairman da W.P. Stewart & Co.

O índice Dow Jones teve leve alta de 0,02 por cento, a 12.612 pontos. O Standard & Poor’s 500 subiu 0,16 por cento, a 1.372 pontos. O Nasdaq retrocedeu 0,26 por cento, a 2.364 pontos.

A Alcoa informou que seu lucro no primeiro trimestre caiu pela metade, a 303 milhões de dólares, em relação a igual período do ano passado.

Fonte: Reuters

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