Vários países membros da NATO comprometeram-se hoje a reforçar “substancialmente” a sua participação na Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) no Afeganistão, que deverá integrar mais alguns milhares de soldados americanos.

“Hoje, novos países vieram com ofertas que vão aumentar o número total [do contigente internacional] de forma muito substancial”, anunciou o secretário-geral da Aliança Atlântica Jaap de Hoop Scheffer, numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente afegão, Hamid Karzai.

Scheffer, que nos últimos meses multiplicou apelos a um maior empenho dos Estados-membros na luta contra os rebeldes taliban, não quis revelar quais os países que se disponibilizaram a enviar mais soldados para o Afeganistão, limitando-se a mencionar os 700 efectivos prometidos pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Por seu lado, a Administração americana revelou que “12 ou 13 países” se prontificaram a reforçar a sua contribuição, aumentando o contingente da ISAF em “vários milhares” de efectivos. Em declarações aos jornalistas que acompanham a cimeira da NATO, a decorrer até amanhã em Bucareste, Steven Hadley, conselheiro para a segurança nacional do Presidente norte-americano, explicou que não existe uma lista definitiva e que nem todas as contribuições serão concretizadas no envio de tropas.

Ontem, o primeiro-ministro português, José Sócrates, anunciou que Portugal vai enviar, a partir de Agosto, um avião de transporte C-130 (uma das áreas que a ISAF tem mais carências) e um grupo de 15 especialistas em formação e treino militar. Na mesma altura, vai regressar a Portugal a unidade de comandos que partiu em Fevereiro para Cabul.

Entre as contribuições mais significativas está o envio de mais 3500 “marines” norte-americanos para o Afeganistão, reforçando aquele que é já o maior contingente nacional no seio da ISAF.

Tanto o secretário-geral da NATO como a Administração americana sublinham que as várias contribuições, em particular a prometida por Paris, permitem satisfazer as reivindicações do Canadá. O país ameaçava retirar os seus soldados, empenhados na luta contra os taliban no Sul do Afeganistão, se os restantes Estados-membros não se solidarizassem no esforço de guerra.

Fonte: Público

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