As cotações do petróleo inverteram a tendência de queda iniciada após a divulgação das reservas norte-americanas de crude da semana passada, que aumentaram mais do que o previsto.

A redução dos inventários de gasolina – pela terceira semana consecutiva - está agora a ter mais peso no mercado, com os preços a subirem mais de 2,5% em Londres e mais de 1,4% em Nova Iorque. Esta é a primeira subida do petróleo em quatro sessões.

O West Texas Intermediate [Cot] para entrega em Maio seguia a ganhar 1,44% no mercado nova-iorquino (NYMEX), fixando-se em 102,43 dólares por barril.

O contrato de Maio do Brent do Mar do Norte [Cot], crude de referência para a Europa que é transaccionado no mercado londrino seguia a subir 2,60%, para 102,77 dólares.

De acordo com os dados do Departamento norte-americano da Energia (DoE), os inventários da gasolina registaram uma queda de 4,525 milhões de barris na semana passada, quando as previsões estimavam um decréscimo de 2,750 milhões de barris. Tratou-se do maior declínio desde Agosto do ano passado, numa altura em que começa a ser necessária mais gasolina pois a chegada do Verão aumenta o seu consumo por parte dos automobilistas.

“As refinarias têm de começar a aumentar a sua produção nas próximas semanas”, explicou à Bloomberg o presidente da empresa de consultoria em energia Ritterbusch & Associates, Jim Ritterbusch.

Os “stocks” de crude aumentaram – pela 11ª vez em 12 semanas – em 7,317 milhões de barris, mais do que o esperado pelos analistas, que apontavam para um acréscimo de apenas 2,3 milhões de barris.

Quanto às reservas de produtos destilados – que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – diminuíram em 1,629 milhões de barris, contra uma quebra estimada de 1,6 milhões de barris.

Fonte: Jornal de Negócios

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