Ao mesmo tempo que a Human Rights Watch afirma que o Comité Olímpico Internacional se rendeu à China, Pequim garante ter provas de que as “forças terroristas do Tibete” planeiam ataques suicidas durante os Jogos Olímpicos, apontando o dedo ao líder budista Dalai Lama.
O Ministério da Segurança chinês informou que a Polícia encontrou 176 armas, munições e três mil quilos de explosivos em templos budistas tibetanos, além de ter prendido “membros chave” de uma organização clandestina do Tibete, que opera com a ajuda de exilados.
“Temos evidências suficientes para provar que o incidente em Lhasa é parte da revolta liderada por Dalai Lama”, afirmou o porta-voz do Ministério da Segurança chinês, Wu Heping, acrescentando que Pequim está a tomar todas as medidas para “desmantelar os esquadrões sucididas tibetanos”.
Enquanto isso, aumentam os apoios à causa tibetana e ao seu líder. Depois da chanceler alemã, Angela Merkel, anunciar que vai boicotar a abertura dos Jogos e de a França admitir fazer o mesmo, a presidência eslovena da União Europeia considera “possível” fazer um convite ao Dalai Lama para visitar Bruxelas.
Ontem, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, afirmou que os chefes da diplomacia dos 27 “irão de facto convidar o Dalai Lama a ir a Bruxelas.
“Convidar o Dalai Lama irá ser certamente uma grande honra, um grande acontecimento, uma vez que se trata de um líder religioso muito importante”, afirmou o chefe da diplomacia eslovena, Dimitrij Rupel.
O Dalai Lama, que nega qualquer acto de violência contra a China, visitará Londres em Maio e deverá ser recebido pelo primeiro-ministro, Gordon Brown.
Fonte: Jornal de Notícias
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