Archive for Abril 2nd, 2008
Os sinais de acalmia surgiram após a divulgação de números que mostram que Março foi um dos meses com mais vítimas nos últimos tempos no conflito do Iraque, com mais de 1000 mortos, cerca de metade dos quais nos combates entre milicianos xiitas e tropas oficiais.
«O primeiro-ministro ordenou o fim de todo tipo de operação e de prisões arbitrárias», lê-se num comunicado do governo. No entanto, Maliki ordenou uma «acção enérgica contra qualquer grupo armado que apareça em público».
As instruções contrastam radicalmente com a determinação mostrada há uma semana por Maliki, quando lançou uma operação contra milícias na grande cidade portuária e petrolífera de Bassorá, 550 quilómetros a sul de Bagdad.
Apesar de não ter citado a milícia de Moqtada Al Sadr, o exército de Mehdi, Maliki prometeu na semana passada acabar com os «criminosos» que, afirmou, aterrorizam os civis na segunda maior cidade do Iraque.
Os combates alastraram-se pelo sul do Iraque, de maioria xiita, e nos redutos do exército de Mehdi na capital.
Segundo números oficiais, a violência entre milícias xiitas e soldados do governo deixou pelo menos 461 mortos e mais de 1000 feridos.
Maliki afirmou ainda hoje que a ofensiva de Bassorá foi um «êxito».
O primeiro-ministro iraquiano anunciou um programa de seis pontos para normalizar a situação no grande porto petrolífero iraquiano, depois do «êxito do plano de segurança que permitiu restaurar a legalidade e a estabilidade».
Uma das medidas previstas consiste em recrutar em Bassorá 10.000 soldados adicionais para reforçar o exército.
Pelo menos 1.082 iraquianos morreram em Março em consequência da violência que assola o país, o que representa um aumento de 50% em relação a Fevereiro, de acordo com números hoje divulgados por vários ministérios.
Os números dos ministérios do Interior, Defesa e Saúde, indicam que 925 civis morreram na sequência da violência em Março, bem como 54 militares e 103 policiais. O número de feridos foi de 1.630.
O mês de Fevereiro registou a morte de 721 iraquianos, uma subida de 33% em relação a Janeiro, invertendo a tendência de queda no número de vítimas no semestre anterior.
Para acabar com o banho de sangue, o clérigo radical Al Sadr pediu no domingo às respectivas milícias que se retirassem das ruas e acabassem com os combates, o que foi acatado.
Na segunda-feira, o chefe de gabinete de Moqtada Al Sadr em Bassorá, Harith Al Athari, advertira contra o prosseguimento da ofensiva lançada contra a milícia pelas forças de segurança.
Fonte: Diário Digital
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A Microsoft afirmou nesta terça-feira que vai oferecer navegadores completos para celular ainda neste ano. O anúncio segue a linha do que o iPhone, da Apple, já oferece, em que os sites são exibidos no aparelho da mesma forma como aparecem na tela do computador.
Durante a CTIA, feira anual de celulares realizada nos Estados Unidos, a Microsoft afirmou que tonará o Internet Explorer Mobile disponível para os fabricantes de celulares no terceiro trimestre, com os primeiro aparelhos chegando ao mercado no final do ano.
A empresa tem ganhado terreno com seu sistema operacional para telefones inteligentes (smartphones) com atributos que os assemelham à computadores, como e-mail, mas enfrenta forte concorrência dos similares da Apple, Research In Motion e Palm Inc .
A companhia anunciou ainda uma nova versão de seu sistema operacional móvel, o Windows Mobile 6.1, que facilitará aos usuários a navegação pelos menus de recursos do celular.
A Microsoft espera que as vendas de licenças de seu sistema operacional para dispositivos móveis assuma a liderança do crescimento do mercado de smartphones nos próximos anos.
A expectativa da empresa é de que o mercado quadruplique de tamanho em três a quatro anos, para cerca de 400 milhões de aparelhos.
Fonte: Reuters
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O Google anunciou na segunda-feira que vai permitir que seus usuários acessem documentos criados a partir de seus aplicativos on-line mesmo quando não estiverem conectados à web.
A empresa informa que a função deve estar disponível em algumas semanas em seu editor de texto Google Docs.
No blog do programa, há um vídeo explicativo de como funcionará o acesso off-line aos documentos.
O arquivo criado no aplicativo poderá ser arquivado no computador do usuário. Ao se reconectar à internet, as mudanças feitas off-line são automaticamente sincronizadas com o arquivo armazenado nos computadores do Google.
A empresa afirma que esta é uma solução encontrada para aqueles que precisam editar seus documentos em locais em que não há acesso à internet, como aviões e trens.
“Este é apenas o início. Estamos trabalhando para que mais aplicativos baseados na web tenha suas funções disponíveis também quando não é possível se conectar”, afirmou o Google.
Fonte: Folha Online
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A Sony Pictures Television anunciou que será o primeiro estúdio de Hollywood a oferecer filmes completos para telemóvel.
A empresa fechou um acordo com a operadora de telefonia dos Estados Unidos AT&T para criar um canal para o serviço, que terá títulos como “Philadelhia”, “Caça Fantasmas” e “Karatê Kid”.
O canal se chamará “PIX” e terá conteúdos das produtoras da Sony, como Columbia, Tristar, Screen Gems e Sony Classics.
“Não há nada no mercado de telemóveis que seja tão entretido como estes filmes”, assegurou Eric Berger, da divisão de conteúdos para telefonia móvel da Sony.
Berger admitiu que as condições de visualização dos filmes em algumas telas de poucos centímetros podem ser desanimadoras, especialmente quando se trata de longas-metragens que podem durar duas horas.
“Sabemos que as pessoas vão e vêm com o telefone celular. Mas isto não é para pessoas que vão ver o filme pela primeira vez”, afirmou.
Fonte: Folha Online
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Ao mesmo tempo que a Human Rights Watch afirma que o Comité Olímpico Internacional se rendeu à China, Pequim garante ter provas de que as “forças terroristas do Tibete” planeiam ataques suicidas durante os Jogos Olímpicos, apontando o dedo ao líder budista Dalai Lama.
O Ministério da Segurança chinês informou que a Polícia encontrou 176 armas, munições e três mil quilos de explosivos em templos budistas tibetanos, além de ter prendido “membros chave” de uma organização clandestina do Tibete, que opera com a ajuda de exilados.
“Temos evidências suficientes para provar que o incidente em Lhasa é parte da revolta liderada por Dalai Lama”, afirmou o porta-voz do Ministério da Segurança chinês, Wu Heping, acrescentando que Pequim está a tomar todas as medidas para “desmantelar os esquadrões sucididas tibetanos”.
Enquanto isso, aumentam os apoios à causa tibetana e ao seu líder. Depois da chanceler alemã, Angela Merkel, anunciar que vai boicotar a abertura dos Jogos e de a França admitir fazer o mesmo, a presidência eslovena da União Europeia considera “possível” fazer um convite ao Dalai Lama para visitar Bruxelas.
Ontem, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, afirmou que os chefes da diplomacia dos 27 “irão de facto convidar o Dalai Lama a ir a Bruxelas.
“Convidar o Dalai Lama irá ser certamente uma grande honra, um grande acontecimento, uma vez que se trata de um líder religioso muito importante”, afirmou o chefe da diplomacia eslovena, Dimitrij Rupel.
O Dalai Lama, que nega qualquer acto de violência contra a China, visitará Londres em Maio e deverá ser recebido pelo primeiro-ministro, Gordon Brown.
Fonte: Jornal de Notícias
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O líder da oposição zimbabueana, Morgan Tsvangirai, garante que os resultados eleitorais apurados pela sua máquina partidária dão como certa a vitória do Movimento para a Mudança Democratica (MDC) nas legislativas e a sua eleição como presidente da República à primeira volta.
A primeira aparição pública, terça-feira, do líder da oposição e candidato presidencial desde o dia das eleições, no sábado, criou grande impacto na opinião pública do Zimbabué.
Tsvangirai colocou uma pressão quase insuportável sobre a Comissão Eleitoral Zimbabueana e rejeitou em absoluto a possibilidade de negociar com o presidente Robert Mugabe qualquer acordo de partilha do poder ou de renúncia do chefe de Estado.
A Comissão Eleitoral - que desde o fecho das urnas na noite de sábado, apenas divulgou cerca de dois terços dos resultados das legislativas, do senado e poderes locais - tem sido acusada por muitos de estar a atrasar a contagem e divulgação dos resultados para dar tempo ao regime de os viciar e está sob enorme pressão para anunciar o vencedor da corrida presidencial, que é, afinal, a mais importante delas todas.
Tsvangirai insistiu que aguardará pacientemente os resultados finais apurados pela Comissão, a quem reconheceu o papel mais importante em todo o processo, dizendo que por isso as suas palavras não constituem uma declaração de vitória.
Referindo-se à enorme tensão que se apoderou do eleitorado e à sua sede de mudança, o presidente do MDC optou por assumir uma postura de estado, dominada pela moderação e pela cautela, reafirmando que não defende o recurso à violência para forçar a aceleração do trabalho da Comissão e, eventualmente, o termo da “era Mugabe”.
“Depois das eleições de 29 de Março, o Zimbabué nunca mais será o mesmo”, disse Tsvangirai, saudando o eleitorado pelos sacrifícios feitos ao longo de muitos anos, sob o regime da ZANU-PF de Robert Mugabe.
Quando questionado se os números apurados pelo seu movimento lhe dão uma vitória à pimeira volta (mais de cinquenta por cento dos votos) ou o forçarão a uma segunda volta com o seu rival político, o líder do MDC respondeu que a sua vitória é “final e corresponde aos requisitos da lei eleitoral”.
O líder da oposição declarou-se satisfeito por os números até agora apurados pela Comissão Eleitoral corresponderem na globalidade aos apurados pelo Movimento, o que constitui uma prova de confiança naqueles que têm a responsabilidade de manter o processo à prova de fraude.
Fonte da agência Lusa garante que Tsvangirai tem estado sob forte pressão dos seus colegas de partido e de alguns governos ocidentais para “colocar o povo nas ruas”, com risco de cargas policiais e anarquia, como forma de pressionar a Comissão Eleitoral a divulgar os resultados das presidenciais e apressar a capitulação do presidente da República.
A via escolhida pelo candidato presidencial, salientam observadores locais, revela uma grande maturidade do homem que poderá suceder a Robert Mugabe na presidência do Estado e recolocar o Zimbabué no grupo dos países democráticos do mundo.
Fonte: Lusa
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Está em curso uma redefinição geoestratégica que tende a mudar o próprio conceito de Europa, resultante dos processos de alargamento da União Europeia e da OTAN. Na ordem do dia, agora, temos a Aliança Atlântica, que a partir de hoje realiza, em Bucareste, a maior cimeira de sempre, cuja agenda representa uma cada vez mais acentuada ruptura com os pressupostos de bipolarização saídos da II Guerra Mundial a Rússia, que não vê nos inimigos de ontem os amigos de hoje, é, cada vez mais, uma fera acossada, que sente nos calcanhares a pressão da potência antagónica.
Sem que estejam, ainda, postos em causa os acordos de definição de um quadro estratégico, que deverão ser firmados dentro de dias por Vladimir Putin e George W. Bush, Moscovo tenciona resistir ao isolamento geográfico ditado por este processo. A Rússia será um entre 23 países exteriores à Aliança que participarão na cimeira, mantendo firme a ideia de que tanto a Ucrânia como a Geórgia não poderão virar militarmente a Ocidente. Não obstante, os norte-americanos estão cada vez mais empenhados no contrário.
Em Kiev, o presidente ucraniano, Viktor Iuschenko, aproveitou a presença de George W. Bush para reiterar o interesse em integrar a OTAN e repudiar a oposição expressa por Moscovo. E o presidente americano garantiu total apoio a essa “decisão ousada”. Este avanço das instâncias ocidentais para Oriente, além de as ir transformando em algo completamente novo (que sentido fará, agora, o pacto firmado em 1949, no advento da Guerra Fria? e que sentido há em considerar atlântico um conceito que cada vez absorve mais realidades?), vai varrendo do mapa os estados-tampões de outros tempos se Ucrânia e Geórgia entrarem no clube, a Rússia passará a viver paredes-meias com um inimigo latente em boas parcelas da fronteira Oeste, excluindo-se as neutrais Finlândia e Suécia, bem como a fiel Bielorrússia.
“Pôr a Ucrânia e a Geórgia nos trilhos da integração faz parte da herança que George W. Bush quer deixar à OTAN”, clarifica um dignitário citado pelo vespertino francês “Le Monde”. Mas estes dois países são, apenas, parte de um processo bem mais amplo ambos ambicionam garantir, esta semana, a entrada no plano de acção com vista à adesão (vulgarmente designado pela sigla MAP), estatuto que outros três países (Croácia, Macedónia e Albânia) deverão abandonar, para se tornarem membros de pleno direito, a par dos 26 estados que hoje formam a Aliança.
Alemanha e França (que quer tornar-se mais influente, ver caixa) são os pesos pesados que levantam dúvidas relativamente a este alargamento apadrinhado por Washington, mas há uma dezena de países que estão contra. Em causa poderão estar várias parcerias com a Rússia de que a Europa está dependente, particularmente em termos energéticos se Moscovo decidir suspender o fornecimento de gás, vários membros da União Europeia enfrentarão problemas muito sérios. Além do mais, os contestatários entendem que vários dossiês diplomáticos ficarão em risco. Num momento em que a Rússia já fez algumas cedências, designadamente no que respeita ao Kosovo e ao sistema de defesa antimísseis, Moscovo não aceitará esta afronta e promoverá, por exemplo, a secessão das províncias da Abcásia e da Ossétia do Sul, hoje integradas no território georgiano.
A par do alargamento e da defesa antimísseis - instalação de dez interceptores na Polónia (que não garantirão a defesa da Turquia, da Grécia, de Chipre e da Roménia) e de um radar na República Checa -, o Afeganistão será outro dos grandes temas da cimeira na Roménia, prevendo-se um reforço das operações contra o terrorismo internacional.
Fonte: Jornal de Notícias
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